quarta-feira, 4 de março de 2009

Cenários de D&D que me empolgam - Parte 1 - Forgotten Realms

Começo hoje uma nova série de postagens aqui na Toca, não esqueci da série Personagens de RPG, que ainda está faltando a 3ª e última parte, mas devido à vontade de mestrar uma campanha com a 4ed decidi começar essa nova série, o objetivo é falar dos cenários de D&D que me empolgam e a razão de tal empolgação, mas deixo logo claro que não pretendo falar de todos os cenários de D&D e sim daqueles que conheço e nos quais me interesso em mestrar.

O primeiro da lista é Forgotten Realms, amado por muitos e odiado por outros tantos, minha história com o D&D começou na edição 3.0, quando meu grupo de Vampiro: A Máscara decidiu dar um tempo no horror e experimentar a fantasia, eu gostei de cara do jogo, mas quem me conhece sabe que gosto muito mais de criar backgrounds exóticos e explorar a relação do PC com o cenário do que de criar combos numéricos (não que eu não faça, mas nunca é meu foco ao criar um PC), então acabei ficando meio desapontado com o LdJ por não trazer quase nada em termos de descrição de raças, classes e deuses, o LdM foi bem mais interessante, mas ainda assim deixava tudo muito "solto", trazia muitas informações úteis para você criar um cenário, mas não trazia nada pronto para você simplesmente "ler e jogar".

Logo que o livro de Forgotten da 3.0 foi publicado nos EUA a extinta Dragão Brasil escreveu uma resenha, que me deixou simplesmente apaixonado, eu já tinha ouvido falar muito cenário mas não o conhecia e fiquei maravilhado com a idéia de um livro de D&D enorme que se dedicava basicamente a descrever o cenário, ao contrário dos livros básicos que praticamente só traziam regras.

Quando o livro saiu em português eu comprei sem pestanejar e li toda a parte de descrição do mundo, da história, das facções e dos deuses (mais de 2/3 do livro) em um único final de semana, só meses depois quando fui criar um PC para jogar no cenário (o Gnomo Ilusionista Nebin Daregel) foi que eu li a parte de regras.

O que eu mais gosto em Forgotten é a grande diversidade de reinos, regiões e tipos de personagem, muitos jogadores e DMs reclamam que o cenário é repleto de NPCs poderosos e que ofuscam os PCs, tipo "Qual a graça de jogar com um mago ou um ranger num cenário em que existem o Elminster e o Drizzt?".

Até certo ponto eu concordo, mas aí entra a questão de onde em Forgotten você joga, é impossível querer fazer uma campanha no quintal do Elminster (também conhecido como Dalelands) e esperar que ele não ofusque os jogadores, o mesmo se dá em outras regiões que são o foco de romances e games como Cormyr, Baldur's Gate, Waterdeep, Icewind Dale, Neverwinter, Waterdeep e Silver Marches, não dá pra jogar lá e não encontrar as "figurinhas carimbadas" do cenário.

Mas se a birra é com os NPCs heróicos megafoda, é só ambientar sua campanha em uma das muitas outras regiões do cenário, só para citar alguns exemplos de lugares interessantes: Rashemen, Amn, Calimshan, Mulhorand, Chondalwood, Chessenta, Lake of Steam, Chult, Great Rift, Luiren e The Shaar. Rashemen é um reino que eu acho particularmente interessante, especialmente por ser vizinho de Thay, nesse caso os NPCs megafoda são indispensáveis porque são os vilões a serem derrotados (todos os Red Wizards se você usar o cenário na 3ed ou "apenas" o Szass Tam se você usar o cenário na 4ed).

Pelo pouco que li do Forgotten 4ed também gostei bastante da Returned Abeir, uma terra governada por Dragões Cromáticos onde humanos, dragonborns e outras raças são escravos, com alguns poucos e pequenos reinos mantendo uma independência tensa e frágil.

Nas próximas postagens dessa série falarei de Ravenloft, Dragonlance e Eberron.

3 comentários:

  1. Tá, Forgotten tem o mérito de ser o cenário de D&D mais detalhado de todos os tempos. Mas sinceramente... A existência de Elminster e Drizzt não é ruim porquê ofusca os jogadores, mas sim porquê é um insulto à Gandalf e Aragorn (o mago escolhido dos deuses que já fez de tudo e o ranger renegado que se exila no norte gelado, onde já vi isso?).

    E apesar de ser lugar de "figurinha carimbada", Icewind Dale tem seu potencial. Já viu a aventura pronta que vem em um dos livros de cenário? Do nível 5 ao 10 sem sair da cidade!

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  2. Confesso que nunca tinha reparado esse paralelo entre Elminster/Gandalf e Aragorn/Drizzt, se bem que eu sou um RPGista herético, não gosto de Senhor dos Anéis =O

    Se eu me decidir por Forgotten, provavelmente a campanha vai ser em Returned Abeir ou em Rashemen.

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  3. Já joguei minha parcela de FR, mas nunca morri pelo cenário não. Entendo quem goste, mas não é meu favorito. Prefiro dragonlance onde os "herois" (e até os deuses) são menos fodas e podem morrer!

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