sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fantasia Medieval: Clássica ou Inovadora


Quando se fala em Fantasia Medieval as primeiras coisas que veem a mente são a trilogia "O Senhor dos Anéis" e os contos de "Conan, o Bárbaro", os mundos e personagens criados por J. R. R. Tolkien e Robert E. Howard ajudaram a definir no imaginário dos Nerds em geral e dos RPGistas em particular o gênero da Fantasia Medieval.

Mas será que os mundos de fantasia dos jogos de RPG são apenas isso? Será que o máximo de criatividade que um Game Designer ou Dungeon Master pode ter é mudar os nomes dos povos e locais da Terra Média e da Era Hiboriana?

Não dá para negar que estamos vivendo uma "modinha" de animes e mangás, mas infelizmente muitos DMs e jogadores de visão limitada e preconceituosa gostam de encher a boca para falar mal de diversos cenários, que segundo eles não são cenários de RPG, mas sim "cenários de anime e mangá".

Dois bons exemplos disso são os cenários Reinos de Ferro e Eberron, classificados por muitos RPGistas como "RPG de Anime" simplesmente pelo fato de integrarem magia e tecnologia, o mais triste é que se você pergunta a algum desses "puristas" se ele já leu alguma coisa dos cenários que adora desmerecer, a resposta é sempre "não" ou "muito pouco", quem já leu o Eberron, por exemplo, sabe que a interação "magia + tecnologia" é muito bem explicada e muito bem integrada na história e sociedade do cenário.

O argumento mais triste e pobre dos "puristas" que atacam os cenários inovadores é de que eles gostam da "fantasia medieval clássica", no entanto a grande maioria deles é fã confesso de Darksun e de Ravenloft, dois cenários que apesar de magníficos não possuem nada de clássico em questão de fantasia medieval.

Não estou querendo dizer que um DM ou jogador não possa ter seus cenários e estilos de jogo preferidos, mas isso não é motivo para desrespeitar o gosto dos outros, então se você é fã do Senhor dos Anéis e gosta apenas de cenários e campanhas inspirados nessa obra, jogue e mestre assim, mas respeite quem não partilha da sua opinião.

Eu não curto "fantasia oriental", não vejo nenhum atrativo em samurais, ninjas, monges e derivados, portanto jogar uma aventura em Kara-Tur ou Legend of The Five Rings não tem nenhum apelo para mim, mas nem por isso eu fico ridicularizando quem gosta!

Respeito é bom e todo mundo gosta!

4 comentários:

  1. Alguém chamou teu Discworld 4e de d20 Anime?

    =P

    (sim, eu fiz um desenho de adolescente)

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  2. Não, é que andei vendo uns comentários bem ridículos sobre Eberron.

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  3. Tsc tsc. Eberron não merece ser malfalado, apesar de estar muito atrás do jogo Magia+Tecnologia perfeito, que existe em duas versões:
    - Sóbrio: Castle Falkenstein
    - Bêbado: Munchausen

    As pessoas deviam direcionar essa energia das críticas pra algo mais construtivo, como falar mal de Forgotten.

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  4. Eu gosto de Ravenloft, mas a campanha que joguei basicamente parecia Forgotten com a única diferença que haviam mais mortos-vivos e usavámos os testes de sanidade, mas continuavamos sendo um grupo de mercenários matando monstros e catando tesouros.
    Acho que essa mecânica é que deveria mudar, não o cenário.

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