quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cenários de D&D que me empolgam - Parte 3 - Eberron

Uma das frustrações RPGísticas da minha vida é nunca ter jogado em Eberron, por mais que o povo do mimimi goste de chamá-lo de "RPG de Anime", "D&D Final Fantasy" ou outras besteiras do tipo, acho-o um dos mais interessantes e inovadores cenários para o D&D.

O engraçado é que geralmente essas pessoas que falam mal do cenário nunca jogaram nele ou mesmo leram seus livros, classificam-no como "Anime" pelo fato de unir magia e tecnologia, o que já denota o nível de ignorância do sujeito, porque a "tecnologia" de Eberron nada mais é do que uma forma de magia, na verdade trata-se de um mundo que passou por uma "revolução industrial" na produção e comércio de itens mágicos. O cenário conta com uma classe básica nova, o Artífice, e uma nova classe de PdM (cujo nome não lembro), ambas são classes de conjuradores arcanos (como os Magos, Feiticeiros e Bardos), mas com habilidades voltadas mais à criação de itens que à conjuração propriamente dita, a presença desses indivíduos faz com que itens mágicos menores sejam mais comuns e acessíveis que nos outros cenários, itens mais poderosos ou são absurdamente caros ou devem ser conquistados em missões e explorações, esses itens mágicos mais comuns e acessíveis é que compõem a "tecnologia" de Eberron.

Outro fator interessantíssimo de Eberron é a verossimilhança de sua política, quando você lê as descrições dos reinos eles parecem mais reais e coerentes que a maioria dos reinos dos outros cenários, as descrições das sociedades, guerras e organizações também são fantásticas, o capítulo de descrição do cenário é daqueles que dá gosto de ler, você fica com a impressão de que está lendo um romance ao invés de um livro de RPG.

Por fim, a maneira como o cenário aborda os aventureiros é fantástica, não existe esse lance de "grupos de heróis aventureiros", os personagens são mercenários, guarda-costas, caçadores de recompensas/tesouros e sempre (pelo menos no começo de carreira) vão estar a serviço de algum patrono, que pode ser um Reino, uma Guilda, uma Ordem Militar e/ou Religiosa, uma Universidade Mágica entre outros, e geralmente por estar a serviço de uma organização vão atrair a atenção/ira de uma ou mais organizações rivais.

Eberron é um cenário de primeira qualidade, espero que na 4ed a Wizards consiga manter o padrão alcançado com esse mundo na edição anterior.

Abraços do Gnomo!

10 comentários:

  1. Venho aqui fazer um singelo comentário: Abaixo Eberron! Vida longa à Castle Falkenstein!

    E fico por aqui.

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  2. É uma diferença "de cor", Eberron é mais sombrio e escuro, enquanto Castle Falkenstein é mais colorido e brilhante.

    É como comparar as HQs de super-heróis da Era de Prata com as da Era de Ferro.

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  3. senti uma certa "discriminação" em relação ao colorido ou cinza....

    :P

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  4. Como assim? DEscriminação em relação ao colorido ou ao cinza?

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  5. Não é DIScriminação mesmo, uma coisa sei lá meio contra arco-iris entende....

    =P

    PS: DIScriminação ato de discriminar, fazer diferenciação.

    DEScriminar, ação de remover o/do crime.

    :P :P :P :P :P :P

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  6. Tá, mas ainda não vi onde é que está a DIscriminação, eu gosto de Falkenstein e gosto de Eberron, a questão é que os dois cenários têm propostas completamente diferentes.

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  7. Bah esse povo nerd que não entendo piada... :S

    Tava tirando onda pq jogo colorido e brilhante seria coisa de viado/gay!

    Tava brincando!

    Puxa a piada já perdeu a graça :(:(:(:(:(

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  8. Cara, se tu vier a jogar Falkenstein, basta um encontro com UMA fada pra tu engolir essas palavras, especialmente se a fada for unseelie XD

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  9. eu conheço o CF (nunca joguei, só conheço mesmo) e essa é a graça piada, as fadas (e outras "viadagens" :P) são PH&&%¨$das, mas é afrescalhado, endendeu?!

    mas a piada já perdeu a graça :(

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  10. Eu não acho as fadas de Falkenstein "afrescalhadas", na verdade nunca entendi porque o povo associa fada com gay =S tirando as fadas da Disney, todas as outras são mega sinistras.

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