Eu sou um grande fanático por leitura, leio praticamente qualquer coisa que caia na minha mão, até bula de remédio e livro de auto-ajuda (se bem que bula de remédio é bem mais útil, hehehe).
Atualmente o vício é leitura de blogs, afinal trabalho 8 horas por dia na frente de um PC (prevejo um lindo par de óculos em meu futuro) e pra não stressar foda com chefe, supervisores, instrutores e gráfica sempre deixo uma janela do firefox aberta, quando rola um momento livre vou lá e dou uma lida em alguma coisa.
Porém minha grande paixão são os livros, adoro comprar livros, sentir o cheirinho gostoso de livro novo (ok, isso já é coisa de maluco) e ocupar meu tempo livre com "viagens" a outras terras e outras épocas, mas devo confessar com um tiquinho de vergonha que não curto muito literatura brasileira (por favor, ao atirarem as pedras não mirem no rosto).
Certamente a literatura brasileira possui grandes autores e obras, mas tem uma característica que particularmente não me agrada, ela é muito atrelada ao Realismo, dificilmente você encontrará um autor brasileiro explorando elementos de fantasia, sobrenatural, folclore e mitologia (ficção científica então, nem pensar), existem exceções é claro, como os famosos Monteiro Lobato e Ariano Suassuna e dois contistas pouco conhecidos chamados Murilo Rubião e José J. Veiga, mas exceção indica exatamente algo raro ou em pouca quantidade.
Já nas literaturas americana e inglesa ocorre o contrário, escritores cujas obras são classificadas em Fantasia, Ficção Científica ou Horror (as três principais vertentes da Ficção Especulativa) existem aos montes, andar pelas prateleiras de literatura estrangeira de uma livraria ou biblioteca é um verdadeiro prazer para mim, dezenas de livros sobre bruxas, dragões, vampiros, fantasmas, extraterrestres, robôs e outras coisas esquisitas apenas esperando para serem folheados e lidos.
No Brasil, provavelmente devido à onipresença do Realismo, a Literatura Fantástica (ou Ficção Especulativa como dizem os americanos e ingleses) é extremamente marginalizada, considerada como subliteratura e colocada pelos críticos no mesmo patamar da Literatura Infantil, o fato de que as obras mais famosas desse tipo são
bestsellers também não ajuda (outro preconceito idiota da crítica literária brasileira, mas tiveram que engolir Paulo Coelho na Academia, hehehe).
Existem no entanto alguns corajosos, loucos ou idealistas que escrevem Literatura Fantástica no Brasil, entre eles podemos citar
André Vianco,
Antônio Augusto Shaftiel e
Leonel Caldela, existem outros, mas esses são os três que conheço, então são os únicos dos quais posso falar.
André Vianco é o autor de histórias de Horror envolvendo vampiros e outras criaturas sobrenaturais, eu li apenas o seu 1º livro
Os Sete e gostei, mas não achei nada de extraordinário se comparado a outros livros sobre vampiros que já li, alguns amigos meus são fãs do cara e garantem que ele melhora muito ao longo dos livros, talvez eu pegue alguns livros dele para ler nas próximas férias, estou particularmente curioso sobre a trilogia
O Turno da Noite (vampiros lutando contra o crime organizado em São Paulo, megatrash é verdade, mas deve no mínimo ser divertido).
Antônio Augusto Shaftiel - autor de livros de RPG (meu eterno hobby e vício) e de histórias de Horror e Fantasia, conheço apenas a chamada trilogia dos anjos (
Entre Anjos e Demônios,
Assassino de Almas e
Príncipe da Destruição), mas ele possui também um livro sobre vampiros e 2 sobre fantasia medieval (tipo Senhor dos Anéis e Conan). Gosto muito do cara, além de ótimo escritor é super simpático e educado (pelo menos via e-mail, afinal não o conheço pessoalmente).
Leonel Caldela - autor de RPG (dá pra perceber um padrão né?) e de fantasia medieval, escreveu a trilogia tormenta (
O Inimigo do Mundo,
O Crânio e o Corvo e
O Terceiro Deus), li apenas o 1º que salvou minha entediante experiência aeroportuária nas férias, mas pretendo ler os outros 2 assim que possível. Não gosto muito de Tormenta (o cenário de RPG no qual os livros dele se passam), mas gostei muito do 1º livro.
Digna de nota também é a coletânea
Ficção de Polpa, da editora
Não Editora (adoro esse nome), são 3 volumes de contos curtos, o 1º volume se foca em Horror, o 2º em Ficção Científica e o 3º em Fantasia.
Existem outros autores, que não citei simplesmente porque nunca li nada deles, então acho que não dá pra comentar e recomendar algo que não conheço.
Por hoje é só.
Abraços e até a próxima postagem.