segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Star Trek Wars

©2009 ~doberdog

Quem me conhece sabe que sou um grande fã de Star Trek e que considero Star Wars um bom pipocão (escudos erguidos no máximo contra eventuais blasters e lighsabers), porém sou obrigado a admitir que em termos de RPG Star Wars está numa situação melhor.

O último RPG licensiado de Star Trek foi o da editora Decipher, que também publicava o RPG de Senhor dos Anéis, ambos os jogos usavam o sistema CODA, era tipo um D&D com 2d6 e que conseguia a façanha de ter um sistema de combate mais complicado (pelo menos eu achei) do que o do D&D padrão.

Antes da Decipher houve a Last Unicorn Games, que publicou RPGs das séries Nova Geração, Deep Space 9 e da Série Clássica, os jogos da LUG usavam um sistema chamado Icon, que usava uma quantidade variada de d6, tinha muitas semelhanças com o GURPS, inclusive no fato de que era facilmente adaptável para aventuras que não fossem de Sci-Fi, só achei o sistema de combate um pouco confuso (mas eu sempre acho os sistemas de combate confusos).

A Decipher abandonou suas linhas de RPG e passou a se dedicar só a cardgames (que o sistema CODA descanse em paz e não volte dos mortos), enquanto a LUG foi comprada pela Wizards pouco antes da TSR.

Star Wars teve muito mais sorte, o jogo da West End Games, que utilizava o chamado D6 System, sempre foi muito elogiado, depois veio o Star Wars D20, que evoluiu para o maravilhoso Star Wars Saga Edition.

Bem, minha ideia não é adaptar Star Trek para o sistema Saga (isso daria muito trabalho e eu sou preguiçoso demais), mas sim usar conceitos do Star Trek no universo de Star Wars, vamos ver no que vai dar.

Exploração - uma nave do Império ou da República explorando regiões distantes da galáxia como as Unknown Regions ou o Wild Space, em busca de novos mundos e novas civilizações para colonizar, comercializar ou conquistar, bem no espírito da Série Clássica e da Enterprise.

Diplomacia - uma nave do Império ou da República, durante uma época de paz, viajando pelo território do governo que representa, resolvendo disputas políticas e comerciais entre diferentes planetas e frustrando planos de espionagem e invasão por parte de outros governos galácticos, seguindo a linha da Nova Geração.

Fronteira - uma estação espacial situada em (ou uma nave patrulhando) uma região de fronteira do Império ou da República com outros governos galácticos, tendo que manter as leis e proteger o território de seu governo, mas sem iniciar uma guerra com as outras potências, no melhor estilo Deep Space Nine.

Jornada - uma nave do Império ou da República, que por alguma razão, talvez um Hyperspace Wormhole, foi atirada em uma galáxia próxima, como Rishi Maze ou Companion Besh, e agora precisa voltar para sua galáxia de origem, nos moldes da Voyager.

Espero que tenham gostado e até o próximo post!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Diário de uma Crônica - Parte 2

©2007-2009 =Tyziel


Sábado passado tivemos a segunda sessão da Crônica de Mundo das Trevas. Estiveram presentes 4 personagens (preciso memorizar esses nomes) e outros 2 ainda faltam aparecer.

O Matemático (personagem de Heitor) foi preso por assassinar o Prof. Keys, uma câmera de segurança de uma loja próxima ao local do crime mostrava claramente o personagem assassinando o professor, como o personagem estava sozinho em casa no momento do crime e sem nenhum álibi sua situação ficou bem complicada (sem falar no surreal da situação), foi quando surgiu uma advogada disposta a denfendê-lo, em troca de ele trabalhar para a firma dela, coincidentemente (ou não) ela era a mulher com quem o Prof. Keys estava saindo e que havia mudado drasticamente o comportamento dele. O personagem agora trabalha para o maior escritório de advocacia de Nova Orleans, mas a proteção que esse escritório lhe fornece vai ter um preço!

O Hacker (personagem de Juarez) sofreu as consequências de suas ações na sessão passada, quem quer que seja a pessoa cujo sistema ele hackeou não ficou nada feliz e mandou seus funcionários para convidar o personagem para uma conversa (ou seja, mandou um bando de brucutus espancarem e sequestrarem o cara). Agora o personagem trabalha para um novo Chefe (e põe letra maiúscula nisso) e sabe quem foi o responsável pela morte de seu amigo, estou curioso pra ver como ele agirá daqui para a frente e acho que o círculo de amigos nerds dará uma boa gama de NPCs coadjuvantes, preciso lembrar de explorá-los mais em futuras sessões!

O Motoqueiro (personagem de Demócrito) descobriu da pior maneira possível que levar qualquer mulher bonita para casa não é um comportamento muito saudável ou seguro, o que quer que tenha acontecido deixou-o num estado extremamente debilitado e sem nenhuma memória do que aconteceu entre o momento que saiu do bar com a mulher e o momento em que acordou no dia seguinte. As cenas fora muito boas e ainda nem exploramos o background do personagem!

O Biólogo (personagem de Ralph) se estabeleceu na universidade e já começou a causar confusão, apesar de não ter ideia da extensão das consequências de seus atos, devido à uma sensibilidade fora do comum ele percebe uma estranha presença seguindo-o e se depara com um lobo em pleno centro de Nova Orleans, o bicho desaparece ao perceber que foi notado, mas o personagem consegue encontrar um pelo no local e com os recursos que dispõe prova que é de um lobo selvagem. A reitoria e os alunos da universidade, a polícia e o controle de animais (e em breve a mídia) já sabem que existe um lobo selvagem rondando o campus, uma histeria está prestes a começar e alguma criatura sobrenatural está prestes a ter sérios problemas com seus superiores!

A próxima sessão será no dia 05/10 e teremos ainda os personagens de Pedro (ainda não definido) e de Diego (um Detetive Particular), apenas no final dessa primeira história eu pretendo juntar as linhas narrativas de cada personagem, minha ideia é que eles sintam o medo de lidar sozinhos com o desconhecido e queiram se unir a outras pessoas, como uma forma de encontrar apoio e proteção.

Até o próximo diário!

A imagem dessa postagem é o "World of Darkness" do site Devianart

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Novo Blog

©2007-2009 =MikePMitchell

Graças à indicação do professor João Chaves, estou me divertindo bastante, hehehe, leiam o blog Classe Média Way of Life, é uma delícia, mas se você é classe média e não é capaz de rir de si mesmo, nem chegue perto.

A imagem dessa postagem é o "Middle Class Batman", do site Devianart.

domingo, 15 de novembro de 2009

May the Force Be with You (but Live Long and Prosper too)


Como meus livros do World of Darkness foram pro limbo, fui na Cultura em busca de alguma coisa para satisfazer minha ânsia consumista-rpgística, acabei levando o Star Wars Saga Edition e os 2 primeiros volumes de Os Pequenos Guardiões (Mouse Guard).

Quem me conhece sabe que gosto muito mais de Star Trek que de Star Wars, mas como os RPGs da LUG e da Decipher não são fáceis de se encontrar e o Saga é um RPG muito bom, eu fico satisfeito. Quem não tem Phaser atira com Blaster!

sábado, 14 de novembro de 2009

Snif, Snif

Second Sight e Dogs of War estão esgotados na editora =O como eu já tinha pago estou com crédito na Cultura, mas mesmo assim é triste.

Vou amanhã ver se encontro alguma coisa para comprar e me consolar!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Darkover


Darkover é o nome de um planeta fictício e também de uma série de Fantasia Científica que o tem como cenário principal, a série foi escrita pela saudosa Marion Zimmer Bradley, autora também das Brumas de Avalon, e tem sido continuada pela Deborah J. Ross.

Quando eu era criança meu pai era membro do Círculo do Livro, uma mistura de empresa e consórcio que vendia livros a preços mais baratos para seus sócios, tenho até hoje a coleção da Biblioteca dos Escoteiros Mirins, responsável pela minha eterna paixão por mitologias variadas.

O Círculo do Livro enviava um catálogo mensal para seus membros, com sinopses dos livros disponíveis, foi nesses catálogos que eu descobri Darkover, mas meu pai nunca comprou nenhum dos livros dessa série para mim, por achar que não eram leitura para criança, apesar disso não tenho muito do que reclamar, meus pais nunca tiveram o hábito de ler mas fizeram questão de desenvolver esse hábito em mim, cresci constantemente alimentado por livros de mitologia, folclore, contos de fadas e versões infantis de clássicos da literatura, além de gibis da Turma da Mônica e da Disney, no entanto Fantasia, Horror e Sci-Fi só entraram no meu rol de leitura quando comecei a comprar meus próprios livros.

Quando passei no vestibular da UFPE há 9 anos atrás (vixe, tô ficando velho) fui presenteado com meu primeiro cartão de crédito, apesar de que era meu pai que pagava a fatura, e gastava horrores em livros, outra coisa que tenho a agradecer é que meu pai nunca se incomodava com valores altos nas faturas quando via que quase todas as compras eram em livrarias, acabei encontrando os livros de Darkover em algumas livrarias e com alguns anos de atraso consegui satisfazer minha curiosidade sobre o mundo do sol sangrentro, seus habitantes, lugares, sagas e poderes estranhos.

Darkover é uma mistura de Fantasia e Ficção Científica, ele se enquadra no que os críticos americanos (críticos brasileiros não entendem nada de Ficção Especulativa) classificam como Espada e Planeta e como Romance Planetário, cada romance da série oscila para um desses dois subgêneros.

A série começa com uma espaçonave que saiu da Terra para colonizar um planeta previamente preparado para receber colonos, mas algum fenômeno espacial desvia a nave de sua rota e a faz "naufragar" em um planeta desconhecido, séculos mais tarde o Império Terráqueo redescobre esse planeta, mas os descendentes dos antigos colonos formaram uma civilização própria, com características feudais e ao mesmo tempo tecnológicas.

Os elementos fantásticos da série são os poderes psíquicos da aristocracia que governa o planeta, os primeiros humanos em Darkover encontraram os chieri, uma raça humanóide nativa dotada de grandes poderes mentais e que se encontrava à beira da extinção, alguns dos humanos tiveram filhos com os chieri e gerações mais tarde esses híbridos formaram uma casta governante, uma nobreza feudal que se diferenciava da plebe não apenas por nascimento, mas principalmente pelos estranhos poderes com os quais nasciam.

A maioria dos romances trata do choque cultural entre a sociedade terráquea e a darkovana, a primeira materialista e tecnologicamente avançada e a segunda culturalmente avançada e tecnologicamente medieval.

A Marion Bradley sempre viu o choque entre terráqueos e darkovanos como o foco da série, mas por insistência dos leitores escreveu alguns livros sobre a Era do Caos, o período entre a chegada dos primeiros humanos e o reencontro com a Terra.

Após a morte da Marion Bradley a autora Deborah J. Ross, com permissão dos herdeiros de Bradley, continuou a desenvolver a história de Darkover, com mais romances ambientados na Era do Caos e avançando a linha do tempo para um novo período chamado por ela de Modern Darkover, quando o Império Terráqueo entra em guerra civil e se retira do planeta.

Se você gosta de ler sobre planetas, sociedades e culturas fictícios e principalmente se gosta de ler sobre poderes psíquicos, não deixe de ler a série Darkover, eu recomendo "Chegada em Darkover" que é cronologicamente o primeiro da série e também "Estrela do Perigo" e "Sol Vermelho", que são ambos narrados por terráqueos que acabam de chegar em Darkover.

Até a próxima postagem!

sábado, 7 de novembro de 2009

Diário de uma Crônica - Parte 1


No último sábado, 07/11, consegui finalmente começar uma crônica do Novo Mundo das Trevas, dos 6 jogadores que demonstraram interesse inicial apenas 3 chegaram a fazer fichas e desses apenas 2 puderam participar da primeira sessão, mas outros 2 interessados apareceram.

Eu particularmente não gosto de limitar o número de jogadores em minhas mesas, de dizer que só há X vagas, em primeiro lugar porque RPG é diversão e não algo elitista, em segundo porque você nunca sabe se um determinado jogador vai poder continuar até o final da crônica, então estou adotando uma postura de "coração de mãe", hehehe.

Bem, a crônica se passa em Nova Orleans e se foca em personagens mortais, até agora temos um matemático e um analista de sistemas, logo na primeira sessão os dois já se tornaram suspeitos em casos de assassinato, a melhor parte é que foi o azar dos próprios jogadores nas rolagens de dado para mentir para a polícia que complicou a situação deles.

Na próxima sessão teremos um detetive particular, um motoqueiro e outro personagem ainda não definido, o trabalho vai ser entreleçar as tramas desses personagens, como não estou querendo fazer algo forçado acho que vou deixar as primeiras sessões nesse clima de "tramas paralelas" e reuni-los no momento mais conveniente para a crônica.

Até o próximo diário!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Poderes PSI


Um elemento icônico da Ficção Científica e das histórias de Super-Heróis, os Poderes PSI também têm uma presença forte na Fantasia e no Horror, apesar de nesses dois últimos gêneros não conseguirem superar a Magia em termos de importância.

Eu particularmente acho os paranormais bem mais interessantes que os magos, um fascínio que eu vergonhosamente admito ter começado com a tosca novela global "Olho no Olho", de 94 se não me engano, depois ganhou uma base mais digna com as histórias dos X-Men e finalmente se consolidou com Darkover, uma série de romances de Fantasia Científica da saudosa Marion Zimmer Bradley (que Raven Queen a tenha).

Em RPG os Poderes PSI sempre ficaram em segundo plano em relação à Magia, exceto nos cenários e sistemas mais voltados para a Ficção Científica, mas mesmo nesses o psiquismo não chega a ser um elemento de destaque, apesar de que o mestre sempre pode focar a campanha em seus aspectos preferidos do jogo.

D&D - estou ansioso pelo Player's Handbook 3, que trará classes com a power source PSI e os Githzerai como raça jogável (se bem que eles e os Githyanki já aparecem no Monster Manual 1), além do cenário Dark Sun, no qual o psiquismo tem grande importância, com o PH3 será possível também explorar melhor os Poderes PSI em Eberron, talvez até uma aventura ou campanha em Sarlona contra os Inspired de Riedra.

Mundo das Trevas - várias disciplinas dos Vampiros e poderes de outras criaturas simulam os Poderes PSI, mas essas habilidades propriamente ditas, ou seja disponíveis para mortais, encontram-se no suplemento Second Sight (estou aguardando ansioso pelo meu), uma crônica com paranormais low-level desvendendo os mistérios do Mundo das Trevas é uma ideia muito atraente, existe uma série da Marion Bradley chamada Shadow's Gate que segue essa linha, mas infelizmente nunca tive oportunidade de lê-la.

Star Trek - tanto o RPG da Last Unicorn Games quanto o da Decipher dão opções para personagens com Poderes PSI, apesar de que essas opções tendem a se restringir à Telepatia e Empatia dos Betazoids e ao Mind Meld dos Vulcanos, se o mestre quiser ampliar os poderes disponíveis vai ter que recorrer à boa e velha adaptação.

Star Wars SAGA - se você ignorar o lado místico e filosófico da Força, os Jedi e Sith são simplesmente paranormais estilosos, sei que existem outras tradições de Usuários da Força além dos Jedi e Sith, mas não conheço nenhuma delas, caso o mestre queira uma campanha PSI em Star Wars basta achar uma tradição que veja a Força de forma mais científica e objetiva e se focar nela.

Mutantes & Malfeitores - de longe meu sistema preferido, para aventura de supers e de qualquer outro gênero, não possui regras específicas para Poderes PSI, basta acrescentar o descritor psíquico aos poderes do personagem, no cenário de Freedom City temos a Farside City, uma cidade na Lua habitada por uma raça de paranormais, e a República Lor, uma civilização humanóide alienígena cujos super-heróis e supervilões são todos paranormais.

Outros - muitos outros jogos e cenários de RPG apresentam boas oportunidades de jogar com paranormais, entre eles temos Aeon Trinity, Aberrants, GURPS Psiquismo, D20 Modern, True20, Blue Rose, Marvel Superheroes, DC Heroes e Savage Worlds.

Até a próxima postagem!