terça-feira, 18 de janeiro de 2011

The Big C


No último domingo a HBO estreou a série The Big C, que conta a história de Cathy Jameson, uma típica professora e dona de casa americana que é diagnóstica com câncer e tem entre 1 ano e 1 ano e meio de vida. Cathy decide não fazer nenhum tratamento contra a doença e nem contar a seus familiares e amigos, tanto por não querer que carreguem um fardo que considera seu quanto por não querer que tenham pena dela.

A doença faz Cathy reavaliar sua vida, tentando corrigir atitudes que considera como erros cometidos e indo em busca de sonhos e desejos que deixou para trás. Ela decide terminar o casamento que passou do amor para o simples comodismo, tenta se reaproximar do irmão com quem não falava há tempos, tenta se tornar mais íntima do filho e moldar seu caráter para que se torne uma pessoa de bem depois que ela partir, busca dar uma sacudida na vida de uma aluna e de uma vizinha, entre outras atitudes que as pessoas ao seu redor não conseguem entender, porque não sabem de sua doença.

Desde que ouvi falar dessa série eu fiquei bastante curioso, porque apesar de todo o potencial dramático ela é essencialmente uma comédia, sempre ouvia blogueiros, podcasters e amigos que gostam de séries elogiando The Big C, dizendo entre outras coisas que ela conseguia fazê-los rir e chorar no mesmo episódio, que abordava um tema sério e pesado de uma forma leve e bonita.

Mas confesso que resisti MUITO à ideia de assistir essa série, pois o Grande C é um tema muito difícil pra mim, meus 2 avôs e minhas 2 avós morreram por consequência dessa doença, nunca fui muito apegado aos meus avôs ou a minha avó paterna, mas os amava e senti suas mortes, já com minha avó materna eu tinha uma ligação muito forte e seu falecimento me abalou muito.

Ela faleceu apenas 3 meses após o diagnóstico da doença, que progrediu de forma espantosamente rápida, no último mês de vida ela quase não estava mais conciente de tanta dor que sentia e eu não suportava vê-la daquela forma, apesar da insistência da minha mãe eu não fui uma única vez ver minha avó em seu último mês de vida, acho que é o maior arrependimento que tenho hoje.

Logo depois que incluí a HBO no meu pacote de TV por assinatura eu soube da estréia da série e fiquei muito dividido entre assistir ou não, mas as palavras de incentivo de alguns amigos acabaram me convencendo, tanto com relação ao valor da série quanto à necessidade de lidar com situações que nos fazem sofrer, mas que também nos fortalecem e nos fazem crescer como pessoa.

Me decidi a acompanhar essa série e encarar todas as emoções que vierem pela frente, sejam elas provocadoras de risos ou de lágrimas.

Abraços e até a próxima vez.

3 comentários:

  1. "Sejam elas provocadoras de risos ou de lágrimas."

    vc com certeza fará os 2... me diverti e chorei muito com a série

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  2. Que doideira, Renato! Assistir comédia pra chorar? Quem já viu isso? Ainda mais quando tenta fazer humor negro com doenças tenebrosas e a "graça" vem em conta-gotas, pois é uma minissérie. Isso nada mais é do que "masoquismo a prestação".
    Se você quer chorar, chore de forma sadia, com um filme que conte uma história real sobre a lealdade desinteressada e a amizade maior que a morte. Falo do filme "Para Sempre ao Seu Lado" com o Richard Gere.
    A história é verídica e eu tive a honrosa oportunidade de passar, quase todos os dias durante 4 meses, diante da estátua do herói. Sempre que passava, curvava a cabeça em respeitosa homenagem. Veja o filme e depois me diga!

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  3. Ixi! Parei de acompanhar o Blog porque oficialmente ele já havia acabado uma vez.
    Bom ler sua vida de novo!
    :)

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