2010 foi um ano de grandes mudanças na minha vida, mas o escroto é que elas vieram todas de uma vez, sem anúncio e a 1 mês do fim do ano.
Até o final de novembro eu achava que 2010 seria um ano muito parecido com 2009, a única mudança tinha sido abandonar o curso de Direito da UNICAP no meio do ano, mas mais por uma questão de desgosto com a universidade que com o curso, como tinha me inscrito para o vestibular da UFPE e estava considerando a possibilidade também de tentar uma outra universidade particular isso acabou nem tendo tanto impacto.
Estava estabilizado no trabalho, jogando RPG, saindo com os amigos, participando de reuniões de família, malhando e bastante satisfeito com a minha vidinha do jeito que estava, aí no final de novembro meus pais chegam e soltam a bomba de que estão se separando, depois de 30 anos de casados.
O choque foi muito grande, pois sempre vi meus pais como um exemplo de relacionamento que deu certo, a primeira grande mudança foi a minha visão sobre casamento e sobre relacionamentos em geral, que ainda não está totalmente redefinida, mas que certamente será menos idealizada e um pouco mais cínica a partir de agora.
A segunda mudança foi com minha visão de família, não sou mais nenhuma criança (já tenho 30 anos na cara) e o divórcio em si não seria suficiente para abalar minha noção de família, mas toda a situação que se desenrolou entre meus pais e tios praticamente destruiu a importância e o valor que eu dava às ligações de sangue.
Meus pais se separaram de comum acordo, ainda têm carinho e respeito um pelo outro, mas não se amam mais como homem e mulher e têm objetivos diferentes de vida, segundo eles a única coisa que os mantinha juntos era eu, mas eu tenho meus próprios planos e objetivos e entre eles não está passar o resto da vida em Recife, como ambos bem sabem, então eles decidiram se separar e seguir cada um com sua vida.
Mas aí entra a desgraça chamada família, basicamente meus tios e tias (que não têm nada melhor pra fazer além de se meter na vida alheia) não conseguem aceitar que um casal simplesmente decida se separar, todos têm certeza que ou meu pai ou minha mãe tem um relacionamento extraconjugal e cada "facção" passou o mês de dezembro se empenhando em envenenar aquele que consideram "inocente" contra o que consideram "culpado".
Depois de muita confusão e troca de ofensas e de acusações, eu sentei com os dois e conseguimos conversar numa boa, dei uma de "soro antiofídico" e limpei da cabeça dos dois toda a peçonha daquele bando de desocupados que não tem nada melhor pra fazer.
Hoje só considero como família meu pai e minha mãe, dos demais em geral eu quero é distância, alguns poucos tios e primos ainda merecem minha consideração, mas agora valorizo-os como amigos e não por terem alguma ligação de sangue comigo, o que atualmente acho que não vale absolutamente nada.
Mas nem só de mudanças ruins e negativas viveu meu final de ano. Quando meus pais anunciaram a separação eu já estava com tudo acertado para passar o Reveillon com alguns queridos amigos em São Paulo e graças aos céus que tive isso, foi uma semana de alegria e diversão para descansar de um mês inteiro de baixo astral e apesar do tempo ter sido curto, serviu para recarregar as baterias e renovar as ideias.
Como comentei no post anterior, São Paulo me atrai bastante, é uma cidade na qual me sinto mais à vontade e mais em casa do que me sinto em Recife, a decisão dos meus pais de se separarem acabou me motivando a transformar o que era apenas um desejo em um objetivo. Se eles depois de 30 anos de casados podem mudar os rumos de suas vidas e correr atrás de suas felicidades, porque eu não poderia?
Durante a semana em que estive lá em Sampa reencontrei um amigo chamado Alex, que há pouco mais 1 ano deixou o interior do estado para morar na cidade de São Paulo, e tive a oportunidade de conhecer o Eric, que trocou o Rio de Janeiro por São Paulo. As conversas com ambos mexeram bastante comigo e me incentivaram a abraçar esse objetivo de me mudar para São Paulo.
Agora é me preparar para esse grande passo, um pouco de risco sempre vai haver, mas não pretendo pular de cabeça, há uma série de fatores que vão determinar como e quando será essa ida. O primeiro e principal deles é o vestibular da UFPE, se conseguir passar para Direito lá, não serei idiota de desperdiçar essa oportunidade, apesar de que vai me atrasar em pelo menos uns 3 anos.
Caso não passe na UFPE, aí eu pretendo desistir de vez de Direito e investir na carreira de Revisor, que eu confesso nunca ter valorizado muito e na qual entrei por puro acaso, mas na qual me descobri muito eficiente e com a qual posso me inserir no mercado de trabalho sem muita dificuldade, afinal já tenho uma boa experiência nisso e é algo no qual sei que sou bom.
Se a UFPE ficar mesmo de fora, pretendo ainda investir também no mercado de tradução, pois tenho um bom domínio tanto de portuquês quanto de inglês, para isso pretendo correr atrás de um curso de Especialização para aprender um básico de técnicas da área e ter alguma certificação, que nunca é demais.
Acho que no final das contas o balanço das mudanças de final de ano foi positivo, 2011 e 2012 serão anos de transição e em 2013 quem sabe eu já não estarei em Sampa. Agora é esperar pra ver como as coisas vão se desenrolar, até o dia 15 sai do resultado do ENEM (segundo as promessas do MEC) e até o dia 30 deve sair o da UFPE.
Até o próximo post!
Até o final de novembro eu achava que 2010 seria um ano muito parecido com 2009, a única mudança tinha sido abandonar o curso de Direito da UNICAP no meio do ano, mas mais por uma questão de desgosto com a universidade que com o curso, como tinha me inscrito para o vestibular da UFPE e estava considerando a possibilidade também de tentar uma outra universidade particular isso acabou nem tendo tanto impacto.
Estava estabilizado no trabalho, jogando RPG, saindo com os amigos, participando de reuniões de família, malhando e bastante satisfeito com a minha vidinha do jeito que estava, aí no final de novembro meus pais chegam e soltam a bomba de que estão se separando, depois de 30 anos de casados.
O choque foi muito grande, pois sempre vi meus pais como um exemplo de relacionamento que deu certo, a primeira grande mudança foi a minha visão sobre casamento e sobre relacionamentos em geral, que ainda não está totalmente redefinida, mas que certamente será menos idealizada e um pouco mais cínica a partir de agora.
A segunda mudança foi com minha visão de família, não sou mais nenhuma criança (já tenho 30 anos na cara) e o divórcio em si não seria suficiente para abalar minha noção de família, mas toda a situação que se desenrolou entre meus pais e tios praticamente destruiu a importância e o valor que eu dava às ligações de sangue.
Meus pais se separaram de comum acordo, ainda têm carinho e respeito um pelo outro, mas não se amam mais como homem e mulher e têm objetivos diferentes de vida, segundo eles a única coisa que os mantinha juntos era eu, mas eu tenho meus próprios planos e objetivos e entre eles não está passar o resto da vida em Recife, como ambos bem sabem, então eles decidiram se separar e seguir cada um com sua vida.
Mas aí entra a desgraça chamada família, basicamente meus tios e tias (que não têm nada melhor pra fazer além de se meter na vida alheia) não conseguem aceitar que um casal simplesmente decida se separar, todos têm certeza que ou meu pai ou minha mãe tem um relacionamento extraconjugal e cada "facção" passou o mês de dezembro se empenhando em envenenar aquele que consideram "inocente" contra o que consideram "culpado".
Depois de muita confusão e troca de ofensas e de acusações, eu sentei com os dois e conseguimos conversar numa boa, dei uma de "soro antiofídico" e limpei da cabeça dos dois toda a peçonha daquele bando de desocupados que não tem nada melhor pra fazer.
Hoje só considero como família meu pai e minha mãe, dos demais em geral eu quero é distância, alguns poucos tios e primos ainda merecem minha consideração, mas agora valorizo-os como amigos e não por terem alguma ligação de sangue comigo, o que atualmente acho que não vale absolutamente nada.
Mas nem só de mudanças ruins e negativas viveu meu final de ano. Quando meus pais anunciaram a separação eu já estava com tudo acertado para passar o Reveillon com alguns queridos amigos em São Paulo e graças aos céus que tive isso, foi uma semana de alegria e diversão para descansar de um mês inteiro de baixo astral e apesar do tempo ter sido curto, serviu para recarregar as baterias e renovar as ideias.
Como comentei no post anterior, São Paulo me atrai bastante, é uma cidade na qual me sinto mais à vontade e mais em casa do que me sinto em Recife, a decisão dos meus pais de se separarem acabou me motivando a transformar o que era apenas um desejo em um objetivo. Se eles depois de 30 anos de casados podem mudar os rumos de suas vidas e correr atrás de suas felicidades, porque eu não poderia?
Durante a semana em que estive lá em Sampa reencontrei um amigo chamado Alex, que há pouco mais 1 ano deixou o interior do estado para morar na cidade de São Paulo, e tive a oportunidade de conhecer o Eric, que trocou o Rio de Janeiro por São Paulo. As conversas com ambos mexeram bastante comigo e me incentivaram a abraçar esse objetivo de me mudar para São Paulo.
Agora é me preparar para esse grande passo, um pouco de risco sempre vai haver, mas não pretendo pular de cabeça, há uma série de fatores que vão determinar como e quando será essa ida. O primeiro e principal deles é o vestibular da UFPE, se conseguir passar para Direito lá, não serei idiota de desperdiçar essa oportunidade, apesar de que vai me atrasar em pelo menos uns 3 anos.
Caso não passe na UFPE, aí eu pretendo desistir de vez de Direito e investir na carreira de Revisor, que eu confesso nunca ter valorizado muito e na qual entrei por puro acaso, mas na qual me descobri muito eficiente e com a qual posso me inserir no mercado de trabalho sem muita dificuldade, afinal já tenho uma boa experiência nisso e é algo no qual sei que sou bom.
Se a UFPE ficar mesmo de fora, pretendo ainda investir também no mercado de tradução, pois tenho um bom domínio tanto de portuquês quanto de inglês, para isso pretendo correr atrás de um curso de Especialização para aprender um básico de técnicas da área e ter alguma certificação, que nunca é demais.
Acho que no final das contas o balanço das mudanças de final de ano foi positivo, 2011 e 2012 serão anos de transição e em 2013 quem sabe eu já não estarei em Sampa. Agora é esperar pra ver como as coisas vão se desenrolar, até o dia 15 sai do resultado do ENEM (segundo as promessas do MEC) e até o dia 30 deve sair o da UFPE.
Até o próximo post!
Renato, a vida nos prega essas peças de vez em quando. O importante é não esmorecer, nem achar que tudo o que fazíamos antes está *completamente* errado.
ResponderExcluirAconselharia você a não deixar de tirar o seu diploma, mesmo que a UFPE não dê certo. Neste país o diploma não é tudo, mas é muita coisa -- ESPECIALMENTE um diploma de Direito!
E quanto a Sampa, bem... não tem cidade melhor no Brasil com as mesmas oportunidades de trabalho e de vida cultural. Eu não viveria lá, mas te desejo toda a sorte do mundo!
-Daniel Bezerra