quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que tenho lido?

Desde o começo de dezembro que estou meio devagar com minhas leituras, de Julho a Novembro eu li enlouquecidamente, sempre levava um livro pro trabalho e o lia por um período de 10 a 15 minutos entre a chegada no ambiente de trabalho e o começo do expediente e também dava uma lida de cerca de 30 minutos no intervalo do almoço, além disso chegava em casa e ia ler na cama antes de dormir.

Mas em Dezembro eu passei a dar mais tempo à TV e à internet (o que é escroto porque já passo o dia todo na net) e isso acabou diminuindo meu ritmo de leitura. Pretendo montar uma agenda para dividir meu tempo entre leitura, TV e internet, só não decidi ainda quanto tempo dedicar a cada coisa, mas vou tentar dar um pouco mais de tempo à leitura para diminuir minha pilha de livros a serem lidos.

Logo que voltei de São Paulo eu comecei a ler a série do Percy Jackson, motivado pelo grupo de RPG de Scion, e sinceramente não achei nada demais, é uma leitura divertida e tem um universo muito bem amarrado, mas a narrativa é muito bobinha e não evolui, o que acho estranho levando em consideração que é uma narrativa em 1ª pessoa. No 1º livro o protagonista-narrador tem 12 anos e no 5º tem 16, mas pensa, fala e age da mesma forma que quando tinha 12, não que um indivíduo de 16 anos seja um exemplo de maturidade, mas com tudo que ele passa (perigo, responsabilidade, amor, perda de amigos, etc.) seria de se esperar algum crescimento ou evolução. Nesse ponto Harry Potter é bem melhor, na verdade não consigo deixar de ver o Percy Jackson como um "Harry Potter no Olimpo".

Em seguida veio O Despertar do Vampiro, da Nazareth Fonseca, que comprei por pura curiosidade, afinal não é sempre que se vê um livro sobre vampiros escrito por uma autora brasileira e com um bom tratamento gráfico (capa e papel legais, etc.). O livro é uma típica história de amor entre uma humana e um vampiro, mas consegue fugir do vampirismo adolescente e açucarado de Crepúsculo (o que já é digno de elogio) e mostrar o morto-vivo sensual e predatório que os leitores de Anne Rice e mais recentemente de Charlaine Harris aprenderam a gostar. O romance em si é meio novelesco, mas os flashbacks do vampiro são legais e os fragmentos do universo vampírico e sobrenatural mostrados são muito bons, tanto que já comprei os demais livros, que enfocam menos o romance e mais o mundo dos vampiros e de outros seres sobrenaturais.

A próxima leitura foi O Senhor dos Dragões, do caro amigo Virgílio Campos, que conheci por meio de um outro amigo, sempre tive um grande fascínio pela lenda arturiana e o único contato que tinha tido com esse universo até então foi As Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley (odiada por muitos fãs de Artur, mas de quem eu continuo gostando). O livro do Virgílio traz uma versão mais histórica e menos mágica da lenda, mostrando Artur como um soldado romano na província da Bretanha, na época em que o Império começa a ruir, apresenta Merlin e Morgana como pessoas sábias e detentoras de conhecimentos científicos e médicos muito acima do populacho, o que faz com que pareçam bruxos aos olhos do homem comum, uma das coisas que gostei foi que em nenhum momento é dito explicitamente que a magia deles é real e nem que não é. O outro livro do Virgílio, Memórias Íntimas de Flavius Marcellus Aecius, está na lista de leitura, pretendo tirá-lo de lá ainda antes do carnaval.

Por causa do Eric Novello e seu Neon Azul acabei dando bastante atenção à Literatura Fantástica produzida no Brasil, nessa onda eu comprei e li em sequência: O Arqueiro e a Feiticeira de Helena Gomes, os Filhos de Galagah de Leandro Reis e Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas de Raphael Draccon.

O Arqueiro e a Feiticeira da Helena Gomes é um livro que me surpreendeu, já tinha passado por ele nas estantes da Livraria Cultura várias vezes e já tinha até dado uma lida na sinopse, mas sem nunca me interessar. Com a vibe de Literatura Brasileira que eu tava, peguei o livro na empolgação e não me arrependi, a história, os personagens e principalmente o cenário são muito legais, fiquei surpreso ao saber que era o primeiro de uma série de 7 livros, mas é uma pena que apenas 3 tenham sido publicados até agora. Enquanto lia não pude deixar de imaginar uma campanha de RPG baseada nele, sempre faço isso com praticamente tudo que consumo, mas dos livros que li neste 2º semestre de 2010 o da Helena certamente foi o que mais estimulou essa sensação. Na minha pilha de leituras pendentes tem um outro livro dela, o Kimaera, publicado pela Editora Jambô.

Os Filhos de Galagah de Leandro Reis é um romance de fantasia, o 1º volume de uma trilogia chamada O Legado Goldshine, que narra a aventura de uma paladina e seus companheiros no mundo de Grinmelken, em busca de três runas mágicas que são a chave para derrotar o grande vilão Enelock. O lance interessante nessa saga são as ideias de evolução e estagnação espiritual, que são mais predominantes do que os clássicos bem e mal, não sei se o autor é espírita, mas fiquei com essa impressão ao ler o livro e achei fascinante a forma como isso foi incorporado a um romance de fantasia. O 2º volume, O Senhor das Sombras, já tá na lista de leituras pendentes.

Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas foi uma das melhores surpresas que já tive, comprei o livro bem desconfiado porque não me empolguei muito com a sinopse, mas fico feliz de ter entrado no frenesi de ler autores nacionais de fantasia, caso contrário provavelmente não teria conhecido o fantástico universo de Nova Ether. O livro parece uma versão literária do que há de melhor nos quadrinhos da Vertigo, é como ler uma combinação de Sandman e Fábulas, estou super ansioso para ler os próximos volumes (Corações de Neve e Círculos de Chuva) e conhecer mais desse mundo.

Queen of Stone é um pocket book ligado ao cenário de Eberron, do RPG Dungeons & Dragons, e narra as aventuras de Thorn of Breland, uma espiã em um mundo de fantasia. Imagine uma mistura dos melhores elementos de uma história de espionagem com os melhores de uma de fantasia e você vai começar a ter uma ideia sobre o que se trata esse livro. Ele é o 1º volume de uma trilogia, mas também funciona como uma história fechada.

Three Shades of Night é uma coletânea de 3 contos ambientados no Mundo das Trevas da editora White Wolf, mais especificamente na cidade de Chicago. As 3 histórias envolvem uma ameaça sobrenatural pairando sobre a cidade, sendo que cada uma tem como foco uma das 3 "raças" de seres que habitam a cidade: vampiros, lobisomens e magos. Eu li apenas o 1º conto, focado nos vampiros, e gostei muito, especialmente porque ele faz bastante uso dos locais e personagens descritos no suplemento World of Darkness Chicago, sempre que aparecia um personagem vampiro ou um local onde os vampiros da cidade se reúnem eu ia no suplemento e dava uma lida rápida. Ainda não li os contos dos lobisomens e magos, mas espero que sigam a mesma linha do conto do vampiro.

Storm Fron, do Jim Butcher, é o 1º volume da série Dresden Files, que narra as aventuras do mago Harry Dresden trabalhando como detetive particular em Chicago, eu já tinha visto os livros dessa série na Cultura e tinha achado bem legais, mas nunca me empolguei de verdade para começar a ler, até que o Eric Novello aguçou o meu interesse e a minha curiosidade sobre a Fantasia Urbana e posso dizer que não me arrependo nem um pouco de ter dado ouvidos a ele, na verdade meu único arrependimento é não ter começado essa série antes. O 2º volume, Fool Moon, está na lista de leituras pendentes.

Bem, acho que é só, depois farei um posto sobre essa lista de leituras pendentes da qual tanto falei.

Abraços e até a próxima.

2 comentários:

  1. Saudações, meu caro.

    Encotrei seu post no google.
    Não sou espirita, mas tenho a mente aberta. eheheh. Tenho influencias de conceitos espíritas também, mas brinco bastante com teorias gnósticas.
    Abração.

    Qualquer coisa entre em contato. (@Radrak)

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  2. Renato,

    Obrigado pelo seu novo comentário elogioso ao "Senhor dos Dragões". O primeiro, uma resenha feita em site alheio, da qual eu só soube bem depois por uma amiga virtual (ainda não nos conhecíamos), me deixou muito admirado pela minúcia e competência crítica, mas este me tocou mais porque você colocou o meu modesto livro ao lado de sucessos aclamados mundialmente. Espero que também goste de "Memórias".
    Grande abraço

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