
Nesse final de ano fui pela terceira vez para São Paulo, tinha combinado de passar o Reveillon lá com alguns amigos e fui decidido a aproveitar o máximo, já estou de volta a Recife e completamente destruído, acho que até os meus calos tem calos.
Quando fui para São Paulo da primeira vez, em julho de 2009, fiquei maravilhado com a cidade e meu amigo Fábio disse que já tinha visto aquela expressão antes, a de quem começa indo passar férias e depois acaba se mudando para a cidade de mala e cuia. Eu disse que não, que não trocaria minha cidade por outra, mas hoje, 1 ano e meio depois, vejo que ele tinha toda razão.
Não digo que Recife seja um lugar ruim para se viver, não é, mas comparar qualquer cidade com São Paulo é covardia, as opções de lazer são inúmeras e variadas, são tantos shoppings, livrarias, cafés, lanchonetes, restaurantes, bares, cinemas e teatros que você fica completamente desorientado, não sei como os paulistas conseguem se decidir sobre quais programas fazer nas suas noites e finais de semana.
Vejamos o caso dos cinemas, por exemplo, aqui em Recife todos os grandes cinemas ficam em shoppings e exibem sempre os mesmos filmes, pra se ter uma ideia cada um dos grandes cinemas tem pelo menos 1 sala na qual ainda se exibe Tropa de Elite 2, enquanto os filmes que não são blockbusters ficam apenas 1 semana em cartaz, azar de quem não viu. Existem opções como o Cinema da Fundação (que exibe filmes europeus e "de arte") e o Cine Teatro do Parque (que exibe os filmes comerciais a preços mais acessíveis, depois que sairam dos grandes cinemas), mas São Paulo pelo simples tamanho gigantesco da cidade pode abrigar muito mais opções, tanto para quem curte blockbuster quanto para quem curte filmes mais cult.
Eu não sou muito de curtir balada, mas até nisso essa cidade fantástica conseguiu me balançar, fui pra uma balada lá e não apenas curti como estou tentando reunir aqui em Recife uma turma de amigos para ir para umas baladinhas de vez em quando. Aqui existem várias opções de balada, mas se houverem 10 baladas legais em Recife haverão pelo menos umas 100 em São Paulo.
Isso sem contar nas oportunidades de emprego, na área que tenho formação para atuar (revisão, tradução, ensino, etc.) o mercado de trabalho é bem maior em São Paulo que em Recife, até porque as principais editoras, revistas, jornais e escolas estão lá, e se me der a louca de querer trabalhar com eternas paixões minhas como Literatura Fantástica, RPG e Quadrinhos São Paulo é também o centro desses mercados, não que viver lá seja uma exigência (a internet está aí pra isso) mas torna possível fazer um ótimo e útil networking.
Minha família vai surtar quando eu disser que pretendo partir em alguns anos, mas acho que buscar minha felicidade e realização pessoal é mais importante que viver para atender às expectativas dos pais.
Ao longo da semana vou postando sobre o final de ano lá!
Té Mais.
Minha família vai surtar quando eu disser que pretendo partir em alguns anos, mas acho que buscar minha felicidade e realização pessoal é mais importante que viver para atender às expectativas dos pais.
Ao longo da semana vou postando sobre o final de ano lá!
Té Mais.
Hahaha São Paulo tem esse efeito nas pessoas. Me identifico com sua posição. Sempre tive um estigma com essa cidade, sua grandiosidade, seu trânsito, seus grandes problemas, sua grande poluição, a grande arrogância dos paulistanos ao se acharem os melhores do Brasil.. enfim, já deu pra entender né?! Mas, depois de repetidas viagens a trabalho (comigo não foi na terceira vez, como você, afinal você veio a passeio e eu forçosamente hehehe) a cidade começou a me parecer mais Hitalo-friendly. Lembro-me de certa ocasião, quando me perguntavam repetidas vezes se eu me mudaria para São Paulo, caso fosse convidado (Sim, na minha empresa há convites às vezes para um funcionário ir morar em SP com certa ajuda de custo por um tempo)e sempre respondia que não. Mas, ao tirar um fim de semana para bater pernas e visitar o Centro, minha percepção começou a mudar. Já me peguei pensando como seria minha vida se morasse na Pauliceia. Hoje, ainda não estou convencido de que me sentiria tão integrado, mas definitivamente a cidade já passou a fazer parte da minha vida, ao ponto de me dizerem que eu já conheço mais lugares do que muitos moradores, de tanto que já fui em pontos turísticos. É, São Paulo é assim, como uma Sirene da Odisseia de Ulisses - é preciso fechar os olhos e emudecer os ouvidos se você não quiser ser fisgado, caso contrário, basta uma espiadinha para você ter sido envolvido em seu feitiço.
ResponderExcluirTens razão, Renato. Conheço São Paulo há 50 anos (sou velho pra caramba!) e sempre que vou lá me deslumbro com a cidade. Quando me separei há quase 30 anos, fui prá lá curtir as mágoas e só voltei porque minhas obrigações profissionais e filhos estavam aqui. Até que tive sorte, pois se não tivesse voltado não teria conhecido a minha maravilhosa esposa atual, com quem vivo felicíssimo até hoje. Andar pelo centro "velho" e "novo" de São Paulo é como passear por "New York, New York" na voz do Frank Sinatra. Belíssimo o final do comentário do Hítalo!!!
ResponderExcluirGrande abraço
EU AMO SP. Nasci lá, (me orgulho demaaaaaais disso) mas tive que sair por causa da mãe, agora que estou na faculdade, pretendo me formar, e ir trabalhar lá. o que eu quero tem muito campo e pouca gente fazendo isso. Acho que não existe melhor lugar no mundo. Não ligo pra enchente,m porque onde eu moro tem também. Pra poluição, porque tem em qualquer lugar, pra violência, que a gente não consegue fugir dela. São paulo é meu sonho, eu amo esse liugar, acho que no mundo não há pessoa mais apaixonada e fascinada por essa cidade. Não vejo a hora de voltar as minhas raízes. EU AMO SÃO PAULO.... Amo demais.
ResponderExcluirEstive em Sampa em setembro de 2011. Quero voltar todo ano, todo semestre, todo mês... Flanando na av. Paulista... Todo mundo odeia a av. paulista, menos eu...
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