terça-feira, 28 de junho de 2011

X-Men First Class

Já fazem umas 2 semanas que vi esse filme e tenho vontade de escrever sobre ele, mas a preguiça sempre me vencia, até agora... ou não, vai que eu começo a escrever e não posto.

A primeira coisa que é preciso dizer sobre First Class é: esqueça a cronologia dos X-Men nos quadrinhos, ela não vale absolutamente nada nesse filme. Mas acredite em mim quando eu digo que essa é uma das melhores coisas do filme!

Fazer adaptação de um livro, um game ou um personagem/franquia de quadrinhos é sempre complicado, geralmente se tenta agradar ao público da obra original e ao mesmo tempo atrair novos consumidores, afinal livros (com exceção dos bestsellers), games e HQs são obras de nicho, com público/consumidores bem específicos, enquanto que o cinema tem uma abrangência muito maior.

X-Men First Class simplesmente caga pra isso, é um filme de super-heróis para quem quer ir ao cinema e se divertir, não tá nem aí para os X-Men dos quadrinhos e mesmo a ligação com a franquia X-Men do cinema é bem frouxa.

A formação original dos X-Men era composta por Ciclope, Fera, Anjo, Homem-de-Gelo e Garota Marvel (Jean Grey), quando o Professor X formou o grupo ele já estava paraplégico (consequência de uma luta com um alienígena no Tibet, sim é trash, eu sei). A formação original da Irmandade de Mutantes Malignos era Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Blob, Groxo e Mestre Mental. Magneto e Xavier se tornaram amigos em Israel nos anos 50, mas se separaram devido aos diferentes pontos de vista sobre a relação entre humanos e mutantes, cerca de 10 anos depois eles se reencontram cada um comandando seu time de mutantes.

Quem viu o filme já notou que com exceção da amizade entre Xavier e Magneto e da participação do Fera, não há nada da cronologia dos quadrinhos no filme, mas como eu já disse, isso não é algo ruim. O filme constrói sua própria cronologia e tenta ser um prequel da trilogia dos X-Men e do filme do Wolverine, apesar da Emma Frost ter aparecido como adolescente no filme do Wolverine e como adulta no First Class que se passa antes e de na trilogia não haver nenhuma referência a Mística já conhecer Xavier e Fera.

Apesar de tudo isso, o filme é uma boa história de super-heróis, achei que os personagens coadjuvantes foram muito mal escolhidos, existem mutantes muito mais interessantes na franquia dos X-Men que o Darwin e a Angel Salvatore, por exemplo, e o Riptide e Azazel como membros do Clube do Inferno também não me agradou, mas aí é questão de opinião pessoal e não chega a comprometer o filme.

Uma curiosidade que percebi na tradução foi que traduziram Hellfire Club como Clube Hellfire, sendo que nos quadrinhos esse grupo já é bem conhecido como Clube do Inferno, achei uma falha do tradutor de não buscar essa referência, provavelmente ele (ou ela) achou que era somente o nome do local onde os vilões aparecem pela primeira vez no filme, quando na verdade é o nome do grupo.

Uma boa sacada do filme para mestres de RPG que queiram fazer uma aventura ou campanha em universos complexos como Marvel e DC é: ignore a cronologia oficial e faça a sua! O filme é uma prova de que o resultado pode ser bom.

Até mais!

1 comentários:

  1. Eu acredito que eles tenham escolhido mutantes "medíocres" exatamente para não remover o foco do filme, que é o Magneto e o professor X.

    O filme é deles, e colocar qualquer vilão ou herói com mais popularidade seria um tanto quanto arriscado (na minha opinião).

    Mas concordo com você, é o melhor filme dos X-Men, e talvez um dos melhores filmes de super herois.

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