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quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Os Três Mosqueteiros
No último feriado fui ao cinema com dois amigos para assistir a nova versão dos Três Mosqueteiros, confesso que não esperava absolutamente nada do filme, tinha ido só pela companhia dos amigos mesmo, e talvez por isso o filme tenha me surpreendido e agradado tanto.
Em primeiro lugar se tiver lido o livro, esqueça dele, com excessão dos nomes dos personagens e alguns poucos detalhes de seus backgrounds o filme ignora completamente a obra original, o que acaba tendo um efeito positivo, porque surpreende o expectador em alguns momentos.
No filme os Três Mosqueteiros e a Milady de Winter são agentes secretos (não tão secretos na verdade) a serviço da coroa da França, a primeira cena é um ataque a um palácio de Veneza para roubar os planos de uma máquina de guerra projetada por Da Vinci, mas Milady trai os mosqueteiros e entrega os planos à Inglaterra (isso é logo no começo do filme e qualquer um que leu o livro ou viu qualquer adaptação sabe que a Milady não é flor que se cheire, então não foi um spoiler).
A partir daí o filme retrata alguns pontos conhecidos (e batidos) da história como a chegada de D'artagnan a Paris e seu encontro com Athos, Porthos e Aramis, o confronto com a Guarda do Cardeal, a "maldade" (bem caricata nesse filme) do Cardeal Richelieu etc.
Depois dessas cenas começa a parte interessante do filme, quando o Conde de Bukingham chega a Paris, a bordo de um navio voador (a máquina de guerra de Da Vinci, cujos planos Milady entregou à Inglaterra). A narrativa segue com a história das joias da rainha em posse de Bukingham e os mosqueteiros indo recuperá-las, mas com direito a boas cenas de ação, duelos de espada, tiros e batalhas entre navios voadores sobre o Canal da Mancha.
O filme não é nenhuma obra prima cinematográfica, mas é divertido, se você não se importa de pagar a entrada do cinema para desligar o cérebro por algum tempo e se divertir pode ir assistir, mas se acha que a ida ao cinema tem que ser uma experiência artística espere sair em DVD ou passar na TV.
O que me chamou atenção mesmo foi a pegada Vaporpunk do filme, para quem não sabe o Vaporpunk (ou Steampunk no original) é uma vertente da Ficção Científica que reimagina o Século XIX com tecnologias avançadas como aeronaves, espaçonaves, submarinos, robôs e similares, geralmente (mas não obrigatoriamente) movidas a vapor, qualquer semelhança com os livros de Júlio Verne NÃO é mera coincidência.
Até breve (assim espero)
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