Ontem foi a primeira aula do Curso de Extensão em Formação de Tradutores e Ingresso no Mercado da MilkTrados Agency, já conhecia a ministrante do curso, Julia Chade, e algumas pessoas da turma, entre elas 3 colegas da turma de Especialização.
Estou muito empolgado com esse curso, não apenas pelo ótimo conteúdo e por confiar na competência e profissionalismo da Ju e da MilkTrados, mas também porque nesse primeiro dia já percebi que um dos grandes ganhos que esse curso trará será o networking. Todos na turma parecem ser bem interessados e dedicados, além de virem de backgrounds bem diferentes e terem objetivos e expectativas bem diversas, tem gente da área jurídica, de engenharia, comunicação e um grupo grande (levando em consideração o tamanho da turma, é claro) de letras e relações internacionais.
Essa primeira aula, além de dinâmicas de apresentação e integração, foi focada em apresentar o curso, a ministrante, a agência e a profissão de tradutor. Também vimos bastante coisa sobre o trabalho do tradutor literário e o mercado de tradução literária no Brasil, gostei muito da sinceridade e da objetividade da Ju em mostrar não apenas a parte "bonita e fofa" da área, mas também todos os seus problemas de forma nua e crua.
A tradução literária é um dos meus grandes interesses e fiquei um pouco chocado com o balde de água fria que me foi jogado na cara, mas depois do choque inicial eu percebi que isso foi algo positivo, se vou me aventurar nessa área preciso conhecer todas as delícias e dores que ela oferece e estar preparado para encarar o que vai aparecer, tanto de bom quanto de ruim.
Até mais
Toca de Gnomo
Um espaço para falar sobre RPG, Literatura Fantástica, Séries, Cinema, Quadrinhos e Games.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Resoluções de Ano Novo
Olá para quem ainda não desistiu de um blog que passou 2 meses sem nenhuma publicação!
Chegamos a 2012 e é hora de começar a colocar em prática as resoluções feitas no final do ano passado. Há algumas semanas estava conversando sobre isso com um amigo e ele disse que nunca tinha feito uma resolução de ano novo, já eu sempre faço as minhas.
Passo o mês de dezembro revendo e avaliando o que fiz ou deixei de fazer nos 11 meses anteriores e com base nisso e nos desejos e expectativas para o ano seguinte eu bolo as resoluções. Uma coisa da qual me orgulho é que nunca deixei de cumprir minhas resoluções, às vezes acontece de um projeto ser interrompido por questões além do meu controle, mas nunca por "desistência".
Para voltar com as publicações do blog eu decidi partilhar aqui as minhas resoluções para 2012:
1) Voltar a malhar! Durante 2011 eu deixei de frequentar a academia por causa da pós-graduação, as aulas eram aos sábados, mas sempre haviam textos para ler, seminários para preparar, resenhas para escrever, de modo que durante a semana boa parte do meu tempo fora do trabalho era dedicado a pós. O horário em que eu malhava em 2010, à noite, estava praticamente inviável e a academia só abria às 7h da manhã. Porém a academia que eu frequentava passou a abrir às 6h da manhã, o que me permitirá malhar antes do trabalho.
2) Gastar menos com livros e games. Eu tenho uma verdadeira compulsão por comprar livros de fantasia e sci-fi, estou com uma pilha enorme de mais de TRINTA livros comprados entre 2010 e 2011 que ainda não comecei a ler. Resolvi que não comprarei nenhum romance ou coletânea de ficção até acabar com a pilha de livros a ler. Mas nessa categoria não estão inclusos livros de RPG, Quadrinhos e nem livros acadêmicos. Com games a situação é semelhante, tenho 10 jogos de PS3 e apenas 1 deles foi zerado. Então resolvi que não comprarei mais nenhum jogo até zerar os que tenho, nem mesmo o aguardado Mass Effect 3.
3) Colocar em prática os conhecimentos adquiridos na Pós. Passei o ano de 2011 focado nos estudos e acabei não colocando em prática nada do que aprendi, pelo menos até agora. Resolvi praticar os exercícios do curso de legendagem realizado no meio do ano passado, e fazer as seleções das agências de tradução audiovisual quando estiver afiado, além de meter a cara em busca de serviços como tradutor freelancer.
4) Dar mais atenção à vida social. Devido a estar fazendo uma Pós aos sábados, durante o dia todo, e ter colocado essa Pós como uma das prioridades daquele ano, acabei deixando a vida social um pouco de lado. Nunca saía nas sextas à noite porque tinha aula aos sábados e nunca saía nos sábados à noite porque sempre estava cansado depois de um dia inteiro de aula. Resolvi que vou guardar pelo menos 1 final de semana por mês para sair e me divertir, e não estou falando de pegar um cineminha, tomar um café ou coisa assim, mas sim de sair para beber, dançar e paquerar.
Essas são as minhas resoluções para 2012, espero manter minha tradição e conseguir cumprir todas elas.
Abraços a quem ainda não desistiu disso aqui e obrigado pela presença e paciência.
Chegamos a 2012 e é hora de começar a colocar em prática as resoluções feitas no final do ano passado. Há algumas semanas estava conversando sobre isso com um amigo e ele disse que nunca tinha feito uma resolução de ano novo, já eu sempre faço as minhas.
Passo o mês de dezembro revendo e avaliando o que fiz ou deixei de fazer nos 11 meses anteriores e com base nisso e nos desejos e expectativas para o ano seguinte eu bolo as resoluções. Uma coisa da qual me orgulho é que nunca deixei de cumprir minhas resoluções, às vezes acontece de um projeto ser interrompido por questões além do meu controle, mas nunca por "desistência".
Para voltar com as publicações do blog eu decidi partilhar aqui as minhas resoluções para 2012:
1) Voltar a malhar! Durante 2011 eu deixei de frequentar a academia por causa da pós-graduação, as aulas eram aos sábados, mas sempre haviam textos para ler, seminários para preparar, resenhas para escrever, de modo que durante a semana boa parte do meu tempo fora do trabalho era dedicado a pós. O horário em que eu malhava em 2010, à noite, estava praticamente inviável e a academia só abria às 7h da manhã. Porém a academia que eu frequentava passou a abrir às 6h da manhã, o que me permitirá malhar antes do trabalho.
2) Gastar menos com livros e games. Eu tenho uma verdadeira compulsão por comprar livros de fantasia e sci-fi, estou com uma pilha enorme de mais de TRINTA livros comprados entre 2010 e 2011 que ainda não comecei a ler. Resolvi que não comprarei nenhum romance ou coletânea de ficção até acabar com a pilha de livros a ler. Mas nessa categoria não estão inclusos livros de RPG, Quadrinhos e nem livros acadêmicos. Com games a situação é semelhante, tenho 10 jogos de PS3 e apenas 1 deles foi zerado. Então resolvi que não comprarei mais nenhum jogo até zerar os que tenho, nem mesmo o aguardado Mass Effect 3.
3) Colocar em prática os conhecimentos adquiridos na Pós. Passei o ano de 2011 focado nos estudos e acabei não colocando em prática nada do que aprendi, pelo menos até agora. Resolvi praticar os exercícios do curso de legendagem realizado no meio do ano passado, e fazer as seleções das agências de tradução audiovisual quando estiver afiado, além de meter a cara em busca de serviços como tradutor freelancer.
4) Dar mais atenção à vida social. Devido a estar fazendo uma Pós aos sábados, durante o dia todo, e ter colocado essa Pós como uma das prioridades daquele ano, acabei deixando a vida social um pouco de lado. Nunca saía nas sextas à noite porque tinha aula aos sábados e nunca saía nos sábados à noite porque sempre estava cansado depois de um dia inteiro de aula. Resolvi que vou guardar pelo menos 1 final de semana por mês para sair e me divertir, e não estou falando de pegar um cineminha, tomar um café ou coisa assim, mas sim de sair para beber, dançar e paquerar.
Essas são as minhas resoluções para 2012, espero manter minha tradição e conseguir cumprir todas elas.
Abraços a quem ainda não desistiu disso aqui e obrigado pela presença e paciência.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Os Três Mosqueteiros
No último feriado fui ao cinema com dois amigos para assistir a nova versão dos Três Mosqueteiros, confesso que não esperava absolutamente nada do filme, tinha ido só pela companhia dos amigos mesmo, e talvez por isso o filme tenha me surpreendido e agradado tanto.
Em primeiro lugar se tiver lido o livro, esqueça dele, com excessão dos nomes dos personagens e alguns poucos detalhes de seus backgrounds o filme ignora completamente a obra original, o que acaba tendo um efeito positivo, porque surpreende o expectador em alguns momentos.
No filme os Três Mosqueteiros e a Milady de Winter são agentes secretos (não tão secretos na verdade) a serviço da coroa da França, a primeira cena é um ataque a um palácio de Veneza para roubar os planos de uma máquina de guerra projetada por Da Vinci, mas Milady trai os mosqueteiros e entrega os planos à Inglaterra (isso é logo no começo do filme e qualquer um que leu o livro ou viu qualquer adaptação sabe que a Milady não é flor que se cheire, então não foi um spoiler).
A partir daí o filme retrata alguns pontos conhecidos (e batidos) da história como a chegada de D'artagnan a Paris e seu encontro com Athos, Porthos e Aramis, o confronto com a Guarda do Cardeal, a "maldade" (bem caricata nesse filme) do Cardeal Richelieu etc.
Depois dessas cenas começa a parte interessante do filme, quando o Conde de Bukingham chega a Paris, a bordo de um navio voador (a máquina de guerra de Da Vinci, cujos planos Milady entregou à Inglaterra). A narrativa segue com a história das joias da rainha em posse de Bukingham e os mosqueteiros indo recuperá-las, mas com direito a boas cenas de ação, duelos de espada, tiros e batalhas entre navios voadores sobre o Canal da Mancha.
O filme não é nenhuma obra prima cinematográfica, mas é divertido, se você não se importa de pagar a entrada do cinema para desligar o cérebro por algum tempo e se divertir pode ir assistir, mas se acha que a ida ao cinema tem que ser uma experiência artística espere sair em DVD ou passar na TV.
O que me chamou atenção mesmo foi a pegada Vaporpunk do filme, para quem não sabe o Vaporpunk (ou Steampunk no original) é uma vertente da Ficção Científica que reimagina o Século XIX com tecnologias avançadas como aeronaves, espaçonaves, submarinos, robôs e similares, geralmente (mas não obrigatoriamente) movidas a vapor, qualquer semelhança com os livros de Júlio Verne NÃO é mera coincidência.
Até breve (assim espero)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Trabalho
De uns tempos para cá tenho estado bastante insatisfeito com meu trabalho. Gosto muito do que faço e não recebo mal, muito pelo contrário, mas parece que isso não está sendo suficiente. Chega a ser engraçado, quando ainda estava na faculdade eu achava que fazer algo que gostasse e receber um bom salário por isso seria a felicidade suprema.
E foi, por uns 2 anos e meio, depois a situação começou a mudar. O caso é que fui admitido na empresa já na posição mais alta que alguém com minha formação poderia alcançar, no começo tudo estava ótimo, até eu perceber que simplesmente não teria para onde crescer, a não ser que voltasse para a faculdade para fazer uma nova graduação. Olhei ao meu redor e vi vários colegas que já estavam há 7, 10, 12 anos ocupando a mesma função, que se acomodaram com o trabalho já conhecido e a boa remuneração e ficaram parados no tempo.
Não me entendam mal, não acho que isso seja algo de todo negativo, para algumas pessoas a estabilidade é um dos fatores mais importantes no trabalho, principalmente quando se é um pai ou uma mãe de família, quando se tem filhos pequenos para sustentar, quando se tem casa e carro financiados para quitar, etc. Mas para mim isso não funciona, sou solteiro e sem filhos, não tenho dívidas de longo prazo e sou muito ambicioso, não me contento com pouco e quero sempre mais do que já tenho. Não se trata, porém, de ser uma pessoa invejosa e querer conseguir as coisas de forma fácil e rápida, se trata sim de querer conquistar mais do que já consegui, de correr atrás, meter a cara e lutar pelo que quero, seja em questão financeira, de conhecimento ou mesmo em relacionamentos.
Acho que a sensação de conquista e de superação de desafios é o que me estimula e meu emprego atual não me dá mais essa sensação, depois que aprendi e dominei todas as rotinas e procedimentos da função o estímulo e a empolgação foram embora. Talvez se minha função tivesse como característica me expor a várias situações diferentes e cada tarefa fosse um novo desafio, exigindo de mim sempre novas habilidades e competências a serem desenvolvidas e aprimoradas, eu não me sentiria tão desestimulado. Mas meu trabalho é bastante rotineiro e mecânico, sempre lido com diferentes tipos de material, de textos sobre instrumentação cirúrgica a textos sobre tintura de cabelo, passando por liderança de equipe e sushi, mas essencialmente faço a mesma coisa com todos eles.
Em um trabalho assim eu precisaria da perspectiva de crescer na empresa, de me aprimorar, de ser promovido, de receber uma equipe para liderar, de formar um novo departamento, enfim, ter novas responsabilidades, novos desafios a serem superados e novas conquistas a serem alcançadas, obviamente acompanhados de reconhecimento, remuneração e benefícios à altura.
Estou já em busca de novas oportunidades, ampliando o networking, aprimorando os conhecimentos e habilidades que uso em minha função, me empenhando em adquirir novos conhecimentos e habilidades e assim expandir a área de atuação. Vamos ver no que vai dar.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Tirando a Poeira...

Mais de 1 mês sem passar por aqui, estou com vergonha alheia de mim mesmo.
Os últimos 30 e tantos dias foram bem legais, especialmente porque foram minhas férias, hehehe. Deu pra fazer bastante coisa, mas, como geralmente acontece, ficaram faltando algumas coisas que queria fazer e não tive tempo.
O primeiro grande acontecimento dessas férias, na verdade o único que merece o adjetivo de grande, foi a viagem ao Rio de Janeiro. Fui para a cidade maravilhosa junto com meu amigo Hítalo para participar de um curso de Tradução para Legendagem, ministrado pela tradutora Carolina Alfaro, o curso foi simplesmente maravilhoso, valeu cada um dos muitos (e põe muito nisso) reais que eu paguei. Passei 2 semanas no Rio, hospedado em um hotel aconchegante na Lapa, não achei tão bom quanto os comentários no site deram a entender, mas também não foi ruim; o bairro da Lapa é bem legal e tranquilo, imaginava que por ser um bairro bem boêmio haveria muito barulho e uma eventual confusão com bêbados, prostitutas e policiais, mas não houve nada disso, se bem que o fato de eu ter um sono bastante pesado deve ter contribuído.
Ah, o Hítalo me deu a chocante notícia de que eu ronco pra caramba, hehehe, coitado dele.
Enquanto o Hítalo bancava o típico turista, indo aos pontos turísticos e tal, eu aproveitava meu tempo livre para tentar encontrar cara a cara o maior número possível de amigos virtuais, o que aliás é o que mais gosto de fazer quando viajo para outra cidade. Tive o prazer de conhecer, em alguns casos reencontrar, alguns amigos do fórum de RPG TPK Brasil e dos Podcasts do site A Terceira Terra, conheci também alguns amigos do grupo QNNRJ do Facebook, mas não tantos quanto gostaria. Minha estadia no Rio com esses amigos foi regada a botecos, bares, boates, rodízios de pizza, shoppings e centros culturais, posso não ter andado de bondinho ou ido ao Cristo, mas certamente me diverti bastante.
Ainda sobre a viagem, devo registrar aqui que voar pela Azul é uma experiência maravilhosa, as aeronaves são confortáveis, os preços são bons e o serviço de bordo é impecável, sempre que puder vou viajar com eles.
De volta a Recife, passei as 2 semanas e meia restantes vegetando, minha rotina foi basicamente acordar tarde, pôr as leituras, as séries e os games em dia, ir ao cinema, bater perna em shopping, bater ponto na Livraria Cultura, só lamento de não ter saído pra um barzinho ou pra uma balada, mas os amigos que costumam fazer esse tipo de programa estavam morgados pra isso, é uma pena, mas não é preciso estar de férias pra ir na balada ou num bar no sábado à noite depois da aula da Pós, hehehe, muitos finais de semana virão por aí.
A Pós continua ótima, não tanto pelo conteúdo das aulas quanto pelas excelentes amizades que fiz lá, só preciso organizar meu tempo e meter a cara para começar a pegar alguns trabalhos freelancer de tradutor e revisor, pra ganhar uma graninha extra e começar a pavimentar o meu caminho para São Paulo. Sim, aquelas ideias do post do começo do ano não foram descartadas, pelo contrário, estão cada vez mais fortes.
Uma coisa boa foi ter ido ao cinema com mais frequência do que costumo fazê-lo, vi o último filme do Harry Potter (sempre curti mais os livros que os filmes, então não foi nada demais, apesar de ser um bom filme), Capitão América (muito bom e me deixou mais doido ainda para ver Vingadores), Super 8 (o novo Goonies) e Quero Matar Meu Chefe (uma comédia bem divertida e quase uma catarse em alguns momentos).
No âmbito do RPG, estou me reorganizando para voltar a jogar, com dois amigos mestrando quinzenalmente aos domingos, cada um com um jogo diferente. Em um domingo teremos Scion (um RPG sobre semideuses) e no outro Geist (um RPG sobre grim reapers - aquelas personificações da morte que recolhem as almas dos mortos).
Bem, acho que é só isso, vou tentar manter o blog mais atualizado.
Até breve (assim espero).
terça-feira, 28 de junho de 2011
X-Men First Class
Já fazem umas 2 semanas que vi esse filme e tenho vontade de escrever sobre ele, mas a preguiça sempre me vencia, até agora... ou não, vai que eu começo a escrever e não posto. A primeira coisa que é preciso dizer sobre First Class é: esqueça a cronologia dos X-Men nos quadrinhos, ela não vale absolutamente nada nesse filme. Mas acredite em mim quando eu digo que essa é uma das melhores coisas do filme!
Fazer adaptação de um livro, um game ou um personagem/franquia de quadrinhos é sempre complicado, geralmente se tenta agradar ao público da obra original e ao mesmo tempo atrair novos consumidores, afinal livros (com exceção dos bestsellers), games e HQs são obras de nicho, com público/consumidores bem específicos, enquanto que o cinema tem uma abrangência muito maior.
X-Men First Class simplesmente caga pra isso, é um filme de super-heróis para quem quer ir ao cinema e se divertir, não tá nem aí para os X-Men dos quadrinhos e mesmo a ligação com a franquia X-Men do cinema é bem frouxa.
A formação original dos X-Men era composta por Ciclope, Fera, Anjo, Homem-de-Gelo e Garota Marvel (Jean Grey), quando o Professor X formou o grupo ele já estava paraplégico (consequência de uma luta com um alienígena no Tibet, sim é trash, eu sei). A formação original da Irmandade de Mutantes Malignos era Feiticeira Escarlate, Mercúrio, Blob, Groxo e Mestre Mental. Magneto e Xavier se tornaram amigos em Israel nos anos 50, mas se separaram devido aos diferentes pontos de vista sobre a relação entre humanos e mutantes, cerca de 10 anos depois eles se reencontram cada um comandando seu time de mutantes.
Quem viu o filme já notou que com exceção da amizade entre Xavier e Magneto e da participação do Fera, não há nada da cronologia dos quadrinhos no filme, mas como eu já disse, isso não é algo ruim. O filme constrói sua própria cronologia e tenta ser um prequel da trilogia dos X-Men e do filme do Wolverine, apesar da Emma Frost ter aparecido como adolescente no filme do Wolverine e como adulta no First Class que se passa antes e de na trilogia não haver nenhuma referência a Mística já conhecer Xavier e Fera.
Apesar de tudo isso, o filme é uma boa história de super-heróis, achei que os personagens coadjuvantes foram muito mal escolhidos, existem mutantes muito mais interessantes na franquia dos X-Men que o Darwin e a Angel Salvatore, por exemplo, e o Riptide e Azazel como membros do Clube do Inferno também não me agradou, mas aí é questão de opinião pessoal e não chega a comprometer o filme.
Uma curiosidade que percebi na tradução foi que traduziram Hellfire Club como Clube Hellfire, sendo que nos quadrinhos esse grupo já é bem conhecido como Clube do Inferno, achei uma falha do tradutor de não buscar essa referência, provavelmente ele (ou ela) achou que era somente o nome do local onde os vilões aparecem pela primeira vez no filme, quando na verdade é o nome do grupo.
Uma boa sacada do filme para mestres de RPG que queiram fazer uma aventura ou campanha em universos complexos como Marvel e DC é: ignore a cronologia oficial e faça a sua! O filme é uma prova de que o resultado pode ser bom.
Até mais!
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
THOR
Não se trata de uma crítica de cinema, até porque eu nunca dou muita atenção para coisas como direção, iluminação, enquadramento (nem sei o que é isso, mas todo cinéfilo adora usar essa palavra) ou coisas do tipo, eu simplesmente me preocupo com o fato do filme ser divertido ou não.Quando saio do cinema, desligo a TV ou tiro o disco do player eu me pergunto "Eu me diverti?", se a resposta for sim, então o filme é bom, se for não o filme é ruim. Simples assim!
E Thor é um filme muito divertido. Não se parece com um filme de super-herói, você não vai ver o Thor "patrulhando" a cidade e impedindo criminosos de roubar banco ou coisa do tipo, até porque as histórias do Thor nas HQs não são assim. A mitologia nórdica é bastante adaptada, existem orientais e negros entre os Asgadianos (Aesir na mitologia) e Asgard tem um clima bem de cidade/civilização alienígena, mas isso é o padrão nas histórias da Marvel, nas quais os Asgardianos, Olimpianos (deuses gregos) e Heliopolitanos (deuses egípcios) são retrados como raças de superseres de outras dimensões, que foram venerados como deuses por humanos primitivos.
A história do filme é bem bobinha, mas se encaixa bem no universo cinematográfico que a Marvel está criando, fiquei super empolgado para ver Capitão América (o trailer que passou no filme do Thor foi muito bom) e estou bastante ansioso por Vingadores. Além disso, vou correr atrás dos filmes do Homem de Ferro que não tinha me interessado de ver (shame on me, eu sei) e vou também dar atenção aos novos filmes do Homem-Aranha e dos X-Men.
Pontos fortes do filme são o visual de Asgard e de seus habitantes, a sequência em que Thor, Loki e os demais vão ao reino dos Gigantes do Gelo, a batalha contra o Destroyer (um robô esquisitão, não um navio de guerra, se bem que seria uma cena muito foda) e o Thor se infiltrando no acampamento da Shield, mas o confronto final com Loki e as cenas com a Jane Foster foram bem caidinhas, com exceção da cena do beijo que foi divertida e inesperada.
Como sempre acontece quando vejo um bom filme ou série ou leio um bom livro, eu imaginei logo uma aventura de RPG baseada em Thor, o ideal seria com o M&M ou o DC Adventures, mas qualquer RPG que suporte personagens superpoderosos serviria. Um grupo de Asgardianos seria o ideal, mas personagens dos outros mundos também seria uma boa sacada.
Os nove mundos da mitologia nórdica são: Asgard (reino dos deuses Asgardianos/Aesir), Vanaheim (reino dos deuses Vanir), Alfheim (reino dos Elfos da Luz), Nidavellir (reino dos Anões), Midgard (reino dos Humanos), Jotunheim (reino dos Gigantes de Gelo), Svartalfheim (reino dos Elfos das Trevas), Niflheim (reino dos Mortos) e Muspelheim (reino dos Gigantes de Fogo).
Se quiser saber um pouco mais sobre esses mundos é só dar uma pesquisada, uma boa fonte de referência é o RPG Vikings da Editora Daemon, apesar de entrelaçar muito as descrições dos mundos com o cenário de Arkanun/Trevas dá para aproveitar muita coisa do livro.
Tem um jogo do Thor também, mas jogos baseados em filmes geralmente não ficam bons, vou dar uma olhada nas críticas do jogo e ver se vale a pena, mas é bem provável que seja algo na linha do God of War, não que eu não goste, mas preferiria um lance mais RPG, podendo jogar como Thor e tendo outros deuses como companheiros, no estilão Dragon Age ou Mass Effect.
Bem, é isso, que venham os Vingadores!
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