quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

The Avengers: Earth's Mightiest Heroes


Nunca gostei muito dos Vingadores, sempre que lia alguma revista da Marvel e os via sendo mencionados como "Os Heróis Mais Poderosos da Terra" eu torcia o nariz, mas isso porque sempre fui mais fã dos X-Men e das demais equipes mutantes.
Estranhamente eu comecei a gostar dos Vingadores em uma de suas fases mais fraquinhas, nos anos 90 na época da saga Operação Tempestade Galáctica, em parte porque sempre curti o Império Shi'ar e sua Guarda Imperial (que de certa forma fazem parte da franquia X-Men) e essa saga narra uma guerra intergaláctica entre os Impérios Shi'ar e Kree, guerra essa na qual os Vingadores intervêm.
Alguns dos meus personagens preferidos da equipe são dessa época, entre eles Sersi, Crystal, Cavaleiro Negro, Hércules, Visão, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Harpia, Feiticeira Escarlate, Máquina de Combate, Agente Americano, Magnum (Wonder Man no original) e Mulher-Aranha (a Julia Carpenter, não a Jessica Drew), esses eram os membros titulares das divisões Leste (6 primeiros) e Oeste (7 seguintes) no meio dos anos 90.
Depois que a equipe dos Vingadores da Costa Oeste foi desativada, e alguns de seus membros formaram a patética Força-Tarefa, eu perdi o interesse nos Vingadores em geral e voltei a me focar nos X-Men.
Só voltei a dar atenção à equipe na época da minissérie Liga da Justiça versus Vingadores, mas fui atrás das revistas mensais deles e não me interessei pela fase em que estavam, então acabei me afastando de novo. As únicas coisas que li dos Vingadores nos últimos 5 anos foram edições especiais com sagas ou fases clássicas deles, assim como tenho feito com outros heróis.
Não acompanhei as sagas mais recentes da Marvel como Guerra Civil, Invasão Secreta e Reinado Sombrio porque acho muito cansativas (e sacanas) essas histórias em que você tem quer ler todas as revistas para entender o que está acontecendo. Como sempre digo quando converso sobre quadrinhos: "Se eu só gosto dos X-Men, não tolero ser obrigado a ler as revistas do Homem-Aranha ou do Quarteto Fantástico pra entender o que se passa com meus personagens preferidos".
Mas eu acho que me perdi um pouco, porque minha ideia ao escrever esse post não era falar sobre quadrinhos, mas sim sobre a nova animação da Marvel, que dá o título a esse post e de onde tirei a imagem que o ilustra.
Quando ouvi falar sobre essa animação eu não me animei (trocadilho horrível, eu sei, mas não resisti, mal aê). Mas meu amigo Leandro conseguiu despertar meu interesse e me motivou a assistir um episódio, aí depois assisti outro, e outro, quando percebi já tinha visto quase tudo que foi lançado.
Mas o que essa animação tem de tão especial?
Em primeiro lugar, eu curti muito o fato de ter a formação original do grupo com Homem de Ferro, Hank Pym, Vespa, Thor e Hulk (sim, pra quem não sabe o Hulk foi um dos fundadores da equipe). Depois entram Capitão América, Gavião Arqueiro e Pantera Negra, outros personagens como Nick Fury, Maria Hill, Viúva Negra, Harpia, Capitão Marvel e Miss Marvel também têm suas participações.
Segundo, cada episódio traz em cenas e diálogos referências a outros personagens do Universo Marvel, especialmente aqueles que não estão relacionados com a franquia dos Vingadores, como é o caso do Quarteto Fantástico e dos meus queridos X-Men. Dá até pra brincar de "Onde Está Wally?" procurando as referências a outros heróis e vilões nos episódios.
Terceiro, e o que mais gostei, o roteiro incorpora sagas clássicas da equipe e as adapta para uma audiência moderna, o plot principal da 1ª temporada incorpora 3 sagas importantes dos Vingadores e dependendo de como for a conclusão pode ainda ter referência a uma 4ª saga. Não vou contar que sagas são essas para não estragar a diversão e a surpresa de quem for assistir, mas se você gosta do Universo Marvel em geral ou dos Vingadores em particular não vai se arrepender de assistir essa série animada.
Atualmente ela está sendo exibida no canal Disney XD, mas certamente estará na TV aberta em breve, seja na emissora do Plim-Plim, na do seu Santos ou na do Pastor.
Abraços e até a próxima.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

The Big C


No último domingo a HBO estreou a série The Big C, que conta a história de Cathy Jameson, uma típica professora e dona de casa americana que é diagnóstica com câncer e tem entre 1 ano e 1 ano e meio de vida. Cathy decide não fazer nenhum tratamento contra a doença e nem contar a seus familiares e amigos, tanto por não querer que carreguem um fardo que considera seu quanto por não querer que tenham pena dela.

A doença faz Cathy reavaliar sua vida, tentando corrigir atitudes que considera como erros cometidos e indo em busca de sonhos e desejos que deixou para trás. Ela decide terminar o casamento que passou do amor para o simples comodismo, tenta se reaproximar do irmão com quem não falava há tempos, tenta se tornar mais íntima do filho e moldar seu caráter para que se torne uma pessoa de bem depois que ela partir, busca dar uma sacudida na vida de uma aluna e de uma vizinha, entre outras atitudes que as pessoas ao seu redor não conseguem entender, porque não sabem de sua doença.

Desde que ouvi falar dessa série eu fiquei bastante curioso, porque apesar de todo o potencial dramático ela é essencialmente uma comédia, sempre ouvia blogueiros, podcasters e amigos que gostam de séries elogiando The Big C, dizendo entre outras coisas que ela conseguia fazê-los rir e chorar no mesmo episódio, que abordava um tema sério e pesado de uma forma leve e bonita.

Mas confesso que resisti MUITO à ideia de assistir essa série, pois o Grande C é um tema muito difícil pra mim, meus 2 avôs e minhas 2 avós morreram por consequência dessa doença, nunca fui muito apegado aos meus avôs ou a minha avó paterna, mas os amava e senti suas mortes, já com minha avó materna eu tinha uma ligação muito forte e seu falecimento me abalou muito.

Ela faleceu apenas 3 meses após o diagnóstico da doença, que progrediu de forma espantosamente rápida, no último mês de vida ela quase não estava mais conciente de tanta dor que sentia e eu não suportava vê-la daquela forma, apesar da insistência da minha mãe eu não fui uma única vez ver minha avó em seu último mês de vida, acho que é o maior arrependimento que tenho hoje.

Logo depois que incluí a HBO no meu pacote de TV por assinatura eu soube da estréia da série e fiquei muito dividido entre assistir ou não, mas as palavras de incentivo de alguns amigos acabaram me convencendo, tanto com relação ao valor da série quanto à necessidade de lidar com situações que nos fazem sofrer, mas que também nos fortalecem e nos fazem crescer como pessoa.

Me decidi a acompanhar essa série e encarar todas as emoções que vierem pela frente, sejam elas provocadoras de risos ou de lágrimas.

Abraços e até a próxima vez.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O que tenho lido?

Desde o começo de dezembro que estou meio devagar com minhas leituras, de Julho a Novembro eu li enlouquecidamente, sempre levava um livro pro trabalho e o lia por um período de 10 a 15 minutos entre a chegada no ambiente de trabalho e o começo do expediente e também dava uma lida de cerca de 30 minutos no intervalo do almoço, além disso chegava em casa e ia ler na cama antes de dormir.

Mas em Dezembro eu passei a dar mais tempo à TV e à internet (o que é escroto porque já passo o dia todo na net) e isso acabou diminuindo meu ritmo de leitura. Pretendo montar uma agenda para dividir meu tempo entre leitura, TV e internet, só não decidi ainda quanto tempo dedicar a cada coisa, mas vou tentar dar um pouco mais de tempo à leitura para diminuir minha pilha de livros a serem lidos.

Logo que voltei de São Paulo eu comecei a ler a série do Percy Jackson, motivado pelo grupo de RPG de Scion, e sinceramente não achei nada demais, é uma leitura divertida e tem um universo muito bem amarrado, mas a narrativa é muito bobinha e não evolui, o que acho estranho levando em consideração que é uma narrativa em 1ª pessoa. No 1º livro o protagonista-narrador tem 12 anos e no 5º tem 16, mas pensa, fala e age da mesma forma que quando tinha 12, não que um indivíduo de 16 anos seja um exemplo de maturidade, mas com tudo que ele passa (perigo, responsabilidade, amor, perda de amigos, etc.) seria de se esperar algum crescimento ou evolução. Nesse ponto Harry Potter é bem melhor, na verdade não consigo deixar de ver o Percy Jackson como um "Harry Potter no Olimpo".

Em seguida veio O Despertar do Vampiro, da Nazareth Fonseca, que comprei por pura curiosidade, afinal não é sempre que se vê um livro sobre vampiros escrito por uma autora brasileira e com um bom tratamento gráfico (capa e papel legais, etc.). O livro é uma típica história de amor entre uma humana e um vampiro, mas consegue fugir do vampirismo adolescente e açucarado de Crepúsculo (o que já é digno de elogio) e mostrar o morto-vivo sensual e predatório que os leitores de Anne Rice e mais recentemente de Charlaine Harris aprenderam a gostar. O romance em si é meio novelesco, mas os flashbacks do vampiro são legais e os fragmentos do universo vampírico e sobrenatural mostrados são muito bons, tanto que já comprei os demais livros, que enfocam menos o romance e mais o mundo dos vampiros e de outros seres sobrenaturais.

A próxima leitura foi O Senhor dos Dragões, do caro amigo Virgílio Campos, que conheci por meio de um outro amigo, sempre tive um grande fascínio pela lenda arturiana e o único contato que tinha tido com esse universo até então foi As Brumas de Avalon da Marion Zimmer Bradley (odiada por muitos fãs de Artur, mas de quem eu continuo gostando). O livro do Virgílio traz uma versão mais histórica e menos mágica da lenda, mostrando Artur como um soldado romano na província da Bretanha, na época em que o Império começa a ruir, apresenta Merlin e Morgana como pessoas sábias e detentoras de conhecimentos científicos e médicos muito acima do populacho, o que faz com que pareçam bruxos aos olhos do homem comum, uma das coisas que gostei foi que em nenhum momento é dito explicitamente que a magia deles é real e nem que não é. O outro livro do Virgílio, Memórias Íntimas de Flavius Marcellus Aecius, está na lista de leitura, pretendo tirá-lo de lá ainda antes do carnaval.

Por causa do Eric Novello e seu Neon Azul acabei dando bastante atenção à Literatura Fantástica produzida no Brasil, nessa onda eu comprei e li em sequência: O Arqueiro e a Feiticeira de Helena Gomes, os Filhos de Galagah de Leandro Reis e Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas de Raphael Draccon.

O Arqueiro e a Feiticeira da Helena Gomes é um livro que me surpreendeu, já tinha passado por ele nas estantes da Livraria Cultura várias vezes e já tinha até dado uma lida na sinopse, mas sem nunca me interessar. Com a vibe de Literatura Brasileira que eu tava, peguei o livro na empolgação e não me arrependi, a história, os personagens e principalmente o cenário são muito legais, fiquei surpreso ao saber que era o primeiro de uma série de 7 livros, mas é uma pena que apenas 3 tenham sido publicados até agora. Enquanto lia não pude deixar de imaginar uma campanha de RPG baseada nele, sempre faço isso com praticamente tudo que consumo, mas dos livros que li neste 2º semestre de 2010 o da Helena certamente foi o que mais estimulou essa sensação. Na minha pilha de leituras pendentes tem um outro livro dela, o Kimaera, publicado pela Editora Jambô.

Os Filhos de Galagah de Leandro Reis é um romance de fantasia, o 1º volume de uma trilogia chamada O Legado Goldshine, que narra a aventura de uma paladina e seus companheiros no mundo de Grinmelken, em busca de três runas mágicas que são a chave para derrotar o grande vilão Enelock. O lance interessante nessa saga são as ideias de evolução e estagnação espiritual, que são mais predominantes do que os clássicos bem e mal, não sei se o autor é espírita, mas fiquei com essa impressão ao ler o livro e achei fascinante a forma como isso foi incorporado a um romance de fantasia. O 2º volume, O Senhor das Sombras, já tá na lista de leituras pendentes.

Dragões de Éter - Caçadores de Bruxas foi uma das melhores surpresas que já tive, comprei o livro bem desconfiado porque não me empolguei muito com a sinopse, mas fico feliz de ter entrado no frenesi de ler autores nacionais de fantasia, caso contrário provavelmente não teria conhecido o fantástico universo de Nova Ether. O livro parece uma versão literária do que há de melhor nos quadrinhos da Vertigo, é como ler uma combinação de Sandman e Fábulas, estou super ansioso para ler os próximos volumes (Corações de Neve e Círculos de Chuva) e conhecer mais desse mundo.

Queen of Stone é um pocket book ligado ao cenário de Eberron, do RPG Dungeons & Dragons, e narra as aventuras de Thorn of Breland, uma espiã em um mundo de fantasia. Imagine uma mistura dos melhores elementos de uma história de espionagem com os melhores de uma de fantasia e você vai começar a ter uma ideia sobre o que se trata esse livro. Ele é o 1º volume de uma trilogia, mas também funciona como uma história fechada.

Three Shades of Night é uma coletânea de 3 contos ambientados no Mundo das Trevas da editora White Wolf, mais especificamente na cidade de Chicago. As 3 histórias envolvem uma ameaça sobrenatural pairando sobre a cidade, sendo que cada uma tem como foco uma das 3 "raças" de seres que habitam a cidade: vampiros, lobisomens e magos. Eu li apenas o 1º conto, focado nos vampiros, e gostei muito, especialmente porque ele faz bastante uso dos locais e personagens descritos no suplemento World of Darkness Chicago, sempre que aparecia um personagem vampiro ou um local onde os vampiros da cidade se reúnem eu ia no suplemento e dava uma lida rápida. Ainda não li os contos dos lobisomens e magos, mas espero que sigam a mesma linha do conto do vampiro.

Storm Fron, do Jim Butcher, é o 1º volume da série Dresden Files, que narra as aventuras do mago Harry Dresden trabalhando como detetive particular em Chicago, eu já tinha visto os livros dessa série na Cultura e tinha achado bem legais, mas nunca me empolguei de verdade para começar a ler, até que o Eric Novello aguçou o meu interesse e a minha curiosidade sobre a Fantasia Urbana e posso dizer que não me arrependo nem um pouco de ter dado ouvidos a ele, na verdade meu único arrependimento é não ter começado essa série antes. O 2º volume, Fool Moon, está na lista de leituras pendentes.

Bem, acho que é só, depois farei um posto sobre essa lista de leituras pendentes da qual tanto falei.

Abraços e até a próxima.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mudanças... Muitas Mudanças

2010 foi um ano de grandes mudanças na minha vida, mas o escroto é que elas vieram todas de uma vez, sem anúncio e a 1 mês do fim do ano.

Até o final de novembro eu achava que 2010 seria um ano muito parecido com 2009, a única mudança tinha sido abandonar o curso de Direito da UNICAP no meio do ano, mas mais por uma questão de desgosto com a universidade que com o curso, como tinha me inscrito para o vestibular da UFPE e estava considerando a possibilidade também de tentar uma outra universidade particular isso acabou nem tendo tanto impacto.

Estava estabilizado no trabalho, jogando RPG, saindo com os amigos, participando de reuniões de família, malhando e bastante satisfeito com a minha vidinha do jeito que estava, aí no final de novembro meus pais chegam e soltam a bomba de que estão se separando, depois de 30 anos de casados.

O choque foi muito grande, pois sempre vi meus pais como um exemplo de relacionamento que deu certo, a primeira grande mudança foi a minha visão sobre casamento e sobre relacionamentos em geral, que ainda não está totalmente redefinida, mas que certamente será menos idealizada e um pouco mais cínica a partir de agora.

A segunda mudança foi com minha visão de família, não sou mais nenhuma criança (já tenho 30 anos na cara) e o divórcio em si não seria suficiente para abalar minha noção de família, mas toda a situação que se desenrolou entre meus pais e tios praticamente destruiu a importância e o valor que eu dava às ligações de sangue.

Meus pais se separaram de comum acordo, ainda têm carinho e respeito um pelo outro, mas não se amam mais como homem e mulher e têm objetivos diferentes de vida, segundo eles a única coisa que os mantinha juntos era eu, mas eu tenho meus próprios planos e objetivos e entre eles não está passar o resto da vida em Recife, como ambos bem sabem, então eles decidiram se separar e seguir cada um com sua vida.

Mas aí entra a desgraça chamada família, basicamente meus tios e tias (que não têm nada melhor pra fazer além de se meter na vida alheia) não conseguem aceitar que um casal simplesmente decida se separar, todos têm certeza que ou meu pai ou minha mãe tem um relacionamento extraconjugal e cada "facção" passou o mês de dezembro se empenhando em envenenar aquele que consideram "inocente" contra o que consideram "culpado".

Depois de muita confusão e troca de ofensas e de acusações, eu sentei com os dois e conseguimos conversar numa boa, dei uma de "soro antiofídico" e limpei da cabeça dos dois toda a peçonha daquele bando de desocupados que não tem nada melhor pra fazer.

Hoje só considero como família meu pai e minha mãe, dos demais em geral eu quero é distância, alguns poucos tios e primos ainda merecem minha consideração, mas agora valorizo-os como amigos e não por terem alguma ligação de sangue comigo, o que atualmente acho que não vale absolutamente nada.

Mas nem só de mudanças ruins e negativas viveu meu final de ano. Quando meus pais anunciaram a separação eu já estava com tudo acertado para passar o Reveillon com alguns queridos amigos em São Paulo e graças aos céus que tive isso, foi uma semana de alegria e diversão para descansar de um mês inteiro de baixo astral e apesar do tempo ter sido curto, serviu para recarregar as baterias e renovar as ideias.

Como comentei no post anterior, São Paulo me atrai bastante, é uma cidade na qual me sinto mais à vontade e mais em casa do que me sinto em Recife, a decisão dos meus pais de se separarem acabou me motivando a transformar o que era apenas um desejo em um objetivo. Se eles depois de 30 anos de casados podem mudar os rumos de suas vidas e correr atrás de suas felicidades, porque eu não poderia?

Durante a semana em que estive lá em Sampa reencontrei um amigo chamado Alex, que há pouco mais 1 ano deixou o interior do estado para morar na cidade de São Paulo, e tive a oportunidade de conhecer o Eric, que trocou o Rio de Janeiro por São Paulo. As conversas com ambos mexeram bastante comigo e me incentivaram a abraçar esse objetivo de me mudar para São Paulo.

Agora é me preparar para esse grande passo, um pouco de risco sempre vai haver, mas não pretendo pular de cabeça, há uma série de fatores que vão determinar como e quando será essa ida. O primeiro e principal deles é o vestibular da UFPE, se conseguir passar para Direito lá, não serei idiota de desperdiçar essa oportunidade, apesar de que vai me atrasar em pelo menos uns 3 anos.

Caso não passe na UFPE, aí eu pretendo desistir de vez de Direito e investir na carreira de Revisor, que eu confesso nunca ter valorizado muito e na qual entrei por puro acaso, mas na qual me descobri muito eficiente e com a qual posso me inserir no mercado de trabalho sem muita dificuldade, afinal já tenho uma boa experiência nisso e é algo no qual sei que sou bom.

Se a UFPE ficar mesmo de fora, pretendo ainda investir também no mercado de tradução, pois tenho um bom domínio tanto de portuquês quanto de inglês, para isso pretendo correr atrás de um curso de Especialização para aprender um básico de técnicas da área e ter alguma certificação, que nunca é demais.

Acho que no final das contas o balanço das mudanças de final de ano foi positivo, 2011 e 2012 serão anos de transição e em 2013 quem sabe eu já não estarei em Sampa. Agora é esperar pra ver como as coisas vão se desenrolar, até o dia 15 sai do resultado do ENEM (segundo as promessas do MEC) e até o dia 30 deve sair o da UFPE.

Até o próximo post!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

São Paulo


Nesse final de ano fui pela terceira vez para São Paulo, tinha combinado de passar o Reveillon lá com alguns amigos e fui decidido a aproveitar o máximo, já estou de volta a Recife e completamente destruído, acho que até os meus calos tem calos.

Quando fui para São Paulo da primeira vez, em julho de 2009, fiquei maravilhado com a cidade e meu amigo Fábio disse que já tinha visto aquela expressão antes, a de quem começa indo passar férias e depois acaba se mudando para a cidade de mala e cuia. Eu disse que não, que não trocaria minha cidade por outra, mas hoje, 1 ano e meio depois, vejo que ele tinha toda razão.

Não digo que Recife seja um lugar ruim para se viver, não é, mas comparar qualquer cidade com São Paulo é covardia, as opções de lazer são inúmeras e variadas, são tantos shoppings, livrarias, cafés, lanchonetes, restaurantes, bares, cinemas e teatros que você fica completamente desorientado, não sei como os paulistas conseguem se decidir sobre quais programas fazer nas suas noites e finais de semana.

Vejamos o caso dos cinemas, por exemplo, aqui em Recife todos os grandes cinemas ficam em shoppings e exibem sempre os mesmos filmes, pra se ter uma ideia cada um dos grandes cinemas tem pelo menos 1 sala na qual ainda se exibe Tropa de Elite 2, enquanto os filmes que não são blockbusters ficam apenas 1 semana em cartaz, azar de quem não viu. Existem opções como o Cinema da Fundação (que exibe filmes europeus e "de arte") e o Cine Teatro do Parque (que exibe os filmes comerciais a preços mais acessíveis, depois que sairam dos grandes cinemas), mas São Paulo pelo simples tamanho gigantesco da cidade pode abrigar muito mais opções, tanto para quem curte blockbuster quanto para quem curte filmes mais cult.

Eu não sou muito de curtir balada, mas até nisso essa cidade fantástica conseguiu me balançar, fui pra uma balada lá e não apenas curti como estou tentando reunir aqui em Recife uma turma de amigos para ir para umas baladinhas de vez em quando. Aqui existem várias opções de balada, mas se houverem 10 baladas legais em Recife haverão pelo menos umas 100 em São Paulo.

Isso sem contar nas oportunidades de emprego, na área que tenho formação para atuar (revisão, tradução, ensino, etc.) o mercado de trabalho é bem maior em São Paulo que em Recife, até porque as principais editoras, revistas, jornais e escolas estão lá, e se me der a louca de querer trabalhar com eternas paixões minhas como Literatura Fantástica, RPG e Quadrinhos São Paulo é também o centro desses mercados, não que viver lá seja uma exigência (a internet está aí pra isso) mas torna possível fazer um ótimo e útil networking.

Minha família vai surtar quando eu disser que pretendo partir em alguns anos, mas acho que buscar minha felicidade e realização pessoal é mais importante que viver para atender às expectativas dos pais.

Ao longo da semana vou postando sobre o final de ano lá!

Té Mais.